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terça-feira, 29 de junho de 2010

A empresa Cisco junta-se ao projecto português "smart city"

Na próxima segunda-feira, dia 5 de Julho, representantes das empresas Cisco e Living PlanIT apresentarão o conteúdo de uma carta de intenções para uma parceria estratégica, que assinaram, com o objectivo de criarem em Paredes, próximo da cidade do Porto, um centro de inovação tecnológica na área das telecomunicações. Este projecto tem vinte e cinco fases de desenvolvimento, estando previsto o arranque da primeira fase ainda este ano, com um investimento de 550 milhões de euros e concebido para criar 3000 postos de trabalho nas áreas tecnológicas, e cujo investimento total poderá rondar os dez mil milhões de euros.
Que venham em boa hora e, se possível, com a questão do financiamento já resolvida pois, por aqui e no resto da Europa, os bancos estão sem liquidez, infelizmente, e não queremos que a carta de intenções que assinaram fique por isso mesmo.

Fonte: FT

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Grécia seduz investidores chineses

Apesar da crise que atravessa, a Grécia continua a ser um país atractivo para a China, que acaba de assinar treze contratos com empresas gregas, principalmente no sector marítimo.
O Vice-Primeiro Ministro chinês Zhang Dejiang chegou a Atenas a 15 de Junho para uma visita oficial de dois dias, acompanhado por uma delegação de empresários, no decorrer da qual foram assinados treze contratos no valor de várias centenas de milhões de euros, nos sectores aeroportuários, da construção naval e da logística.
Os dois países são complementares no sector marítimo. Enquanto a Grécia possui cerca de 3.000 navios mercantes, a China tem uma grande necessidade de fazer transportar os seus produtos para os países ocidentais. E dos treze contratos assinados, sete respeitam ao sector marítimo. A empresa Cosco, o gigante chinês especialista em transporte marítimo e na construção de barcos, aprovou os acordos com o armadores gregos para o comando de vários barcos de mercadorias, o fretamento de barcos e a criação de uma empresa comum.
O porto do Pireu, perto de Atenas, interessa muito aos chineses e o grupo de construção BCEGI vai construir nas imediações desse porto um centro hoteleiro em associação com a sociedade grega Helios Plaza.
O interesse dos chineses pelo porto do Pireu, um dos portos mais importantes do Mediterrâneo, já data de 2008, quando o grupo chinês de transportes Cosco desembolsou 3,4 mil milhões de dólares para obter uma concessão para a gestão dos contentores no porto, e com o objectivo de aumentar e de modernizar o Pireu. A capacidade de acolhimento actual, que se situa nos 1,6 milhões, deverá duplicar com as alterações previstas.
Por outro lado, a empresa chinesa Huawei Technologies assinou um acordo de cooperação com o grupo de Telecom grego OTE. Estes acordos poderão trazer um balão de oxigénio a um país em grave crise financeira e, embora constrangido a aplicar um plano drástico de austeridade, Atenas decidiu relançar a sua economia.
Aliás, outros países estão interessados em investir na Grécia. O Qatar já investiu numa fábrica de gás natural na zona oeste do país, e anunciou a intenção de prosseguir com os seus investimentos. E a Turquia, o inimigo jurado, pode vir a ser também um parceiro económico da Grécia, tendo o Primeiro Ministro turco assinado já uma vintena de acordos nos sectores do turismo, da energia e do ambiente.
Tudo isto fez-me lembrar o texto que publiquei há dias sobre a apreensão dos EUA com a desvalorização da moeda chinesa e do euro e que agora, com todos estes investimentos que os chineses estão a fazer na Grécia, imagino que estejam já a roer as unhas. E para nós, europeus, a China acaba por ser incontornável.
O que tudo isto também me mostra é que não há quem queira investir em Portugal, com a consequente criação de postos de trabalho, e embora a agência Moody tenha baixado ontem ainda mais a notação da Grécia e nos tenha deixado em paz.

Fonte: RFI 
Foto de George Papandreou e Zhang Dejiang por Reuters.

sábado, 12 de junho de 2010

EUA apreensivos com a desvalorização do yuan chinês e do euro

Na passada quinta-feira, 10 de Junho, o Secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, afirmou que iriam sancionar a China por esta manipular as taxas de câmbio da sua moeda «com vista a obter uma vantagem injusta no comércio internacional».
Na Comissão de Finanças do Senado americano, Timothy Geithner endureceu a sua posição, perante o aumento do volume comercial da China, calculado em 1,8 mil milhões em Abril e que atingiu os 19,5 mil milhões de dólares em Maio. Segundo Geithner, a China tira proveito de um yuan excessivamente fraco e «manipula o valor da sua moeda» com vista a aumentar as exportações. «As distorsões provocadas pela taxa de câmbio chinesa ultrapassa em muito as fronteiras chinesas e são um obstáculo ao reequilíbrio mundial de que necessitamos», insurgiu-se ele.
Mas a China não tem qualquer intenção de revalorizar a sua moeda. «Não é do interesse de ninguém, nem da China, nem dos EUA, nem de outros países, ver grandes subidas do yuan ou grandes descidas do dólar», declarou em Maio último o Vice-Ministro chinês do Comércio, Zhong Shan, num discurso na Câmara de Comércio americana. Mesmo assim, Timothy Geithner irá pressionar Pequim na próxima cimeira do G 20 para que o país altere a taxa de câmbio do yuan.
Por outro lado, a desvalorização do euro em 6% face ao dólar, está também a contribuir para que as trocas comerciais dos EUA com o resto do mundo tenham vindo a diminuir. Segundo os números publicados no dia 10 de Junho pelo Departamento do Comércio em Washington, a zona euro, primeira parceira comercial dos EUA, é responsável pela queda em 30% das trocas comerciais dos EUA, em Abril. Não só desceu o valor das importações de bens americanos a partir da zona euro em 3,1%, como também o das exportações para a zona euro em 5,7%, o que constitui um duplo golpe para a economia americana, uma vez que a China e a zona euro são os seus principais parceiros comerciais.
Então, em que é que isto nos afecta? Aparentemente em nada, se o euro não desvalorizar muito mais, pois, por enquanto, até tem beneficiado as nossas exportações e é disso que necessitamos mais do que nunca.
É claro que a China, ao incomodar deste modo os EUA, que até prevêem sanções pelas práticas referidas (não estou a ver como se impede um país soberano de desvalorizar a sua moeda), é também um concorrente muito forte da União Europeia e tem a possibilidade de desvalorizar a sua moeda sempre que o entenda, contrariamente ao que se passa com o euro, cuja desvalorização se deve a diversos factores bem conhecidos de todos nós.
 
Fonte: RFI
Foto de Timothy Geithner, por Reuters/ Jonathan Ernst

domingo, 30 de maio de 2010

Eurodeputado Daniel Cohn-Bendit sem papas na língua sobre o que a UE impôs à Grécia

O motivo por que a Fitch desceu a notação de Espanha

Embora em Espanha se tenha aprovado um plano de austeridade a fim de reduzir a dívida pública, é a dívida dos particulares que está a deitar tudo a perder. Com efeito, a dívida acumulada pelos particulares e empresas assombram o futuro económico do país, um fenómeno que acaba de ser sancionado pela agência de rating Fitch ao baixar, na passada sexta-feira, a nota de Espanha de AAA para AA+.
Assim, e paradoxalmente, as medidas de rigor adoptadas pelo governo espanhol poderão vir a voltar-se contra ele, pois, segundo a agência Fitch, elas vão contribuir para a redução do crescimento económico, o que agravará a situação das famílias e das empresas.
Em Espanha, é o nível da dívida dos particulares que constitui um verdadeiro problema, uma vez que ronda os 178% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, três vezes superior à dívida pública. A responsável por esta situação foi a "bolha" imobiliária, durante a qual os espanhóis se endividaram ao máximo, bem como as empresas construtoras. Assim, a subida de impostos, a redução das despesas sociais e o aumento do desemprego para 20% fazem aumentar a possibilidade de incumprimento por parte dos particulares no que respeita ao pagamento das suas dívidas junto dos Bancos credores, e como os Bancos subiram as taxas de juro, tal constitui mais um obstáculo à retoma da economia.
Numa outra escala, tudo isto me parece muito familiar, e talvez só tenhamos de aguardar mais alguns dias para vermos também descer de novo a notação da República Portuguesa.

Fonte: RFI

sábado, 22 de maio de 2010

Como disse, senhor Presidente ?

Cavaco Silva disse ontem na RTP que não está surpreendido com a situação do país porque tem dezenas de documentos, elaborados desde 2003, que apontavam para este desfecho se se mantivessem as opções políticas de gastar além das nossas possibilidades.
Serei só eu a ver a gravidade das mesmas, seja qual for o ângulo em que as analise? É que, se considerarmos que Cavaco Silva se limitou a ver andar o barco até ao afundamento actual, é também responsável por omissão, porque quer os governos tenham maioria absoluta quer não tenham, é sua obrigação, nas reuniões privadas com os Primeiros-Ministros em funções, chamar a atenção para esses factos e tudo fazer no sentido do que é melhor para o país. Se o fez e não teve sucesso nessa chamada de atenção, uma vez que não foram alteradas as políticas seguidas, então deve esclarecer-nos sobre isso para que essa responsabilidade por omissão não lhe seja atribuída. Agora, apresentar-se apenas com um ar triste, preocupado e pesaroso, nada resolve nem esclarece. Afinal, para que serve o Presidente de um país?

Economia - Crise não surpreendeu Cavaco Silva - RTP Noticias, Vídeo

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TPC para os ex-Ministros que vão ao Palácio de Belém no dia 10 de Maio

Sugiro aos ex-Ministros das Finanças e/ou da Economia, que vão partilhar  com o Presidente da República a sua preocupação com a situação gravíssima em que o país se encontra, o seguinte exercício, que também deverão mostrar ao Presidente: anotem, pode ser numa folhinha A4, todas as decisões que tomaram, quando exerciam essas funções, e que contribuíram também para a situação actual do país; podem até culpar os chefes dos respectivos governos e identificá-los para ficarmos completamente esclarecidos; este documento deve ser elaborado em português cuidado e compreensível a todos e tornado público.
Vou aguardar com impaciência o resultado desses exercícios de memória, honestíssimos, mas à cautela vou esperar sentada.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Acordo sobre a ajuda à Grécia está iminente

Um acordo sobre a ajuda internacional à Grécia, e na sequência de reuniões entre o Governo grego, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia, está iminente, e deverá estar concluído no próximo Domingo, dia 2 de Maio, aquando da reunião dos Ministros das Finanças da zona euro.
Entretanto, chegou-se a um acordo prévio entre o Governo grego, o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) sobre mais medidas de austeridade exigidas por estas três instituições, de modo a poder ser desbloqueado o mecanismo de ajuda financeira, num total de cerca de 145 mil milhões de euros para quatro anos.
Os sinais de abrandamento da pressão sobre Portugal e Espanha já começaram a fazer-se sentir hoje.

(Na imagem, da esquerda para a direita: Ministros das Finanças da Grécia, França e Bélgica.)
Foto por Reuters/ François Lenoir
Fonte: RFI

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Grécia e a crise

O Primeiro-Ministro da Grécia, Papandreou, numa conferência de imprensa em Bruxelas no passado dia 11, excluiu a hipótese de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para resolver o gravíssimo problema financeiro do seu país.
O défice da Grécia para 2009 foi avaliado nos 12,7% do PIB e, segundo Papandreou, irá descer nos próximos anos para os 9,1%. Tendo rejeitado que a Grécia esteja em falência iminente, disse, no entanto, que o maior problema do seu país é a corrupção sistémica no sector público.
Como não existe um mecanismo que permita à União Europeia ajudar um país da zona euro em dificuldade financeira, pois tal só é permitido Estado a Estado, ou seja, ajudas bilaterais, e como a maior parte dos países da União Europeia está concentrada na resolução nos seus próprios problemas financeiros, o Sr. Papandreou, que desempenha funções há apenas dois meses, parece-me demasiado optimista na resolução da crise grega.

Fontes: RFI e FT

Foto: Papandreou por AFP/John Thys