sábado, 13 de junho de 2009

Paulo Portas, o queixinhas

Paulo Portas vai queixar-se ao Presidente da República do desacerto das empresas de sondagens na previsão da percentagem de votos no seu partido às Eleições para o Parlamento Europeu de domingo passado.
Por que não aproveita para se queixar também de algum erro do Instituto de Meteorologia para estes dias de modorra que não tenha saído conforme o previsto?
Ou, melhor ainda, pode aproveitar para apresentar um novo modelo de sondagens que obrigue os eleitores a dizerem aos "sondadores" em quem, na realidade, vão votar (sem ser através de tortura). Se for o caso, não esqueça de o patentear.

António Variações - 25 anos... além





Estou Além

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou


António Variações


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Só pelo exemplo

Quando ontem ouvi, em directo via rádio, o discurso de António Barreto na Comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fiquei naquele estado quase indizível de felicidade interior que já tão poucas coisas me proporcionam, que tive receio de me precipitar a escrever o que quer que fosse sobre o assunto enquanto não o visse impresso e o pudesse ler atentamente. Já o tenho em pdf, de modo que o li e reli e mantenho o primeira impressão que me causou. Como o texto também já está no blogue de António Barreto, quem não teve ainda oportunidade de o ler pode encontrá-lo aqui.
Não fora o discurso seguinte, o de Cavaco Silva, com os lugares-comuns habituais, e teria sido um momento quase perfeito. E, no entanto, foram excertos deste que passaram na rádio durante o dia e nos telejornais à noite, não tendo ouvido mais falar do de António Barreto. Talvez por isso necessitasse de o ver impresso porque às tantas já duvidava que ele o tivesse proferido.

domingo, 7 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cavaco Silva e a SLN

Sobre este assunto há perguntas a fazer:
Uma vez que a SLN (Sociedade Lusa de Negócios) não estava cotada em Bolsa, como é que Cavaco Silva soube da existência das acções, do seu valor, da melhor altura para comprar e para vender?
Se, com as acções cotadas na Bolsa, por vezes se detectam casos de informação privilegiada, punidos por Lei, que tipo de informação teve Cavaco Silva?
E é tudo o que tem de ser esclarecido.

Igualdade no acesso ao casamento civil


Os dias das crianças, dos pais e dos professores


Dentro das ondas (II)



Do fotógrafo surfista Clark Little

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Testamento vital/Testemunho vital

Quando tento elaborar o meu testamento vital, vêm-me à memória dois ou três casos de que tive conhecimento em que pessoas morreram sozinhas em casa e ninguém deu por isso senão quando o cheiro da decomposição dos seus corpos se fez notar. Ninguém lhes sentiu a falta, ninguém deu pela sua ausência. Num caso, foi a falta de pagamento da renda do apartamento que levou a senhoria a questionar-se sobre o que teria acontecido àquele senhor, tão pontual no cumprimento dessa sua obrigação, a averiguar o que se passava. O corpo encontrado sem vida no apartamento pode ser, assim, sepultado, mais de um mês depois de a morte, por causas naturais (paragem cardíaca), ter ocorrido. Se tinham família? Não sei. Nem sempre os familiares são as pessoas mais próximas de muitos de nós. Se essas pessoas teriam feito os seus testamentos vitais? Não sei. Na total solidão em que morreram, não passariam de papéis inúteis. E perante esta situação, questiono-me sobre a importância de passar a escrito qualquer desejo, incluindo o de que as máquinas sejam desligadas se a minha existência se tornar apenas biológica e já não biográfica, se já não for um ser humano autoconsciente, racional e autónomo. Hoje estou e sou. Amanhã, acordarei?

domingo, 24 de maio de 2009

Dia da comunicação social? Então imaginemos...

Imaginemos os principais meios de comunicação social a porem-se de acordo quanto a uma carta deontológica mínima. Imaginemo-los a entenderem-se sobre a necessidade absoluta do respeito pela vida privada das pessoas (políticos ou não). Imaginemo-los a proclamar o carácter imprescritível deste novo direito do Homem que seria, não o direito de se contradizer e de ir embora, mas sim o direito ao segredo.
Suponhamos uma declaração solene nos termos da qual os jornalistas se proibiriam de fazer eco, sob quaisquer formas, de um ataque ad hominem que não tivesse sido submetido à prova de todas as técnicas de confirmação dos factos. Suponhamos ainda que um jornalista que confessou publicamente que fabricou informações apenas com o objectivo de atingir alguém (político ou não) ou que veiculou sem ter verificado, factos do seu passado que não correspondem à verdade, suponhamos que esse jornalista é banido da profissão do mesmo modo que um manipulador de entrevistas.
Seria todo o disparate, todo o lixo jornalístico que se tornaria menos rentável. Seria, para a verdadeira democracia, a melhor maneira de homenagear quem lutou e quem continua a lutar por ela.

sábado, 23 de maio de 2009

Eleições - votar em quem?

Quem desejar descobrir o seu posicionamento no panorama político das Eleições de 2009 para o Parlamento Europeu, poderá fazê-lo no sítio www.euprofiler.eu/
Acaba por ser útil também para as eleições internas, uma vez que a maioria das perguntas feitas tem a ver com políticas nacionais e regionais de cada país.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

João Bénard da Costa (1935-2009)-Homenagem

Hoje morreu João Bénard da Costa. Um daqueles homens cultos, fascinantes, como há poucos entre nós. Talvez por isso eu tenha ficado com a sensação de que o seu desaparecimento, em proporção, corresponde ao desaparecimento de toda uma espécie de um qualquer ser existente na Natureza, ou seja, à extinção de uma espécie. Insubstituível.

Os fins e os meios

A ler: "Os fins e os meios" no blogue Defender o Quadrado de Sofia Loureiro dos Santos, a propósito da gravação feita numa sala de aula em Espinho.

Dentro das ondas (I)



Fotos do fotógrafo surfista Clark Little (via email)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Petição para a defesa da língua portuguesa

A petição para a defesa da língua portuguesa, que ultrapassou as cento e quinze mil assinaturas, está hoje na Assembleia da República. Será suficiente para travar a aplicação do acordo ortográfico? Desejo que sim, e escrevi sobre o assunto em Abril de 2008 no meu outro blogue, sob o título: Esta língua que nos divide. E receio que não.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Edgar Morin num Colóquio sobre Educação em Lisboa



Na próxima sexta-feira, 22 de Maio, Edgar Morin estará em Lisboa a convite do Instituto Piaget para participar num Colóquio sobre Educação.

Na minha biblioteca, "O Paradigma Perdido" de Edgar Morin, "O Homem Ameaçado" de Konrad Lorenz e "O Sagrado e o Profano" de Mircea Eliade encontram-se lado a lado, como se formassem um todo essencial para o conhecimento do ser humano nas suas diversas dimensões.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os animais são considerados "coisas" perante a Lei. Onde foram buscar essa ideia?

Como o meu sentido de humor decresce na proporção directa da subida dos horrores, socorro-me de Keith Ward que, no livro "Deus e os Filósofos", escreveu o seguinte:
«(...) Descartes acreditava que apenas os seres humanos tinham mentes. Os outros animais só tinham cérebros, sem mentes lá dentro. Os animais não possuíam consciência e não agiam livremente. Eram apenas máquinas que podiam ser dissecadas e sujeitas a experiências, que podiam ser desmontadas e reunidas em várias combinações, tal como os relógios ou as máquinas a vapor.
Filósofos mais recentes não ficaram impressionados com a ideia de que os chimpanzés, cujo ADN difere do nosso em apenas um por cento, são apenas máquinas, enquanto que nós somos seres livres e responsáveis. Contudo, e surpreendentemente, muitos filósofos não concluíram que os chimpanzés têm, de facto, livre arbítrio. O que concluíram foi que nós não o temos. Concordam com Descartes, na medida em que os chimpanzés não possuem consciência nem liberdade de escolha, mas acrescentam que os seres humanos também não. A consciência não passa de uma função do cérebro físico e a liberdade é a sensação de que os nossos cérebros ainda não decidiram o que fazer. A vontade e a consciência são completamente excluídas do Universo e substituídas pelas leis da física, que fazem com que os minúsculos pedaços de matéria que constituem os nossos cérebros se comportem de formas extremamente complexas mas completamente automáticas.»
.
in Keith Ward, Deus e os Filósofos (título original God: A Guide for the Perplexed), Oficina do Livro, Lda., Lisboa, 1.ª edição, 2007, página 21.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quem não suporta a ideia de "bloco central", nem a oposição que existe, tem mais duas opções novas nos próximos actos eleitorais - MMS e MEP









Como o Rui Marques, Presidente do MEP (Movimento Esperança Portugal) nos é já familiar, bem como o seu envolvimento cívico em várias causas, e o Eduardo Correia, 45 anos, Professor de Gestão no ISCTE (Doutorado em Finanças), Presidente do MMS (Movimento Mérito e Sociedade) me é totalmente desconhecido, estive atenta a uma entrevista que lhe fez a Maria Flor Pedroso no passado dia 24 de Abril na Antena 1, (porque só me interessa o que dizem os próprios em discurso directo e ao vivo para evitar erros de interpretação jornalísticos), aqui ficam algumas ideias programáticas que anotei:
- Redução do número de deputados para 100, a disciplina de voto não faz sentido, cada eleitor deve saber que deputado o representa;
- Não concorda com o financiamento público dos partidos políticos;
- Redução do número de Municípios;
- Redução dos Impostos, porque o que é necessário é uma boa gestão e acabar com o despesismo dos governos;
- A favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez;
- A favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo;
- A favor do fim da NATO (desconheço de momento os argumentos porque não lhe foram perguntados);
- Aumento do salário mínimo para € 650,00 e o ideal será, no futuro, uma equivalência dos salários mínimos a nível Europeu;
- O mar como elemento alavancador na criação de riqueza, designadamente a investigação oceanográfica, agora não há qualquer estratégia para o país;
- União dos países lusófonos, todos eles marítimos também;
Quando lhe foi colocada a hipótese de não conseguir eleger qualquer deputado, disse que o MMS não desistiria da sua participação cívica e política porque "as boas ideias não morrem por não vingarem à primeira".

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dia de África - 13 de Maio de 2009

(clique no cartaz para ampliar)
Destinatários: toda a comunidade académica.
Entrada gratuita, mas sujeita a pré-inscrição até ao dia 8 de Maio, através do endereço: diadeafrica@lisboa.ucp.pt

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Candidatos a mártires

No mínimo perturbadora esta situação descrita por José Saramago no seu Caderno sob o título "Os meninos vestidos de preto".

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Esfinge

Qual Esfinge, ninguém consegue acertar na interpretação das palavras de Manuela Ferreira Leite, e é a própria que costuma vir esclarecer o sentido do que disse anteriormente. As palavras estão gravadas? Não interessa! A incapacidade (para não dizer burrice) é dos que não conseguem descodificar as palavras da Esfinge. Haverá por aí algum Édipo que resolva o enigma?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Referências da "direita"

Ontem, no blogue Hoje há Conquilhas, de Tomás Vasques: "Uma «direita» que usa como referência Manuela Moura Guedes e Eduardo Cintra Torres está à beira do abismo".

sábado, 25 de abril de 2009

35 anos do golpe militar - homenagem a Salgueiro Maia

No passado dia 3 de Abril completaram-se dezassete anos sobre a morte de Fernando Salgueiro Maia. O mês de Abril parece ser o seu e hoje não me apetece homenagear mais ninguém.
*
Demoraste muito, desta vez.
Cheguei a pensar que te perderas
na crispada brancura da neve.
Uma luz anónima,
de fotografia antiga, é agora
a tua. Já não terás outra.
Nem outro silêncio por vestido
a defender-te do frio.
Há no entanto no teu olhar
certo orgulho velado,
como se a claridade
fosse a tua casa, a tua
idade. E a rosa
que sempre vi na tua mão
ainda lá está, embora apagada.
Nada pergunto, nada me dizes,
mas um sorriso breve brilha na sombra.
Anónima, não tarda
que a luz te proteja e leve.
*
Eugénio de Andrade

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um conto de Gonçalo M. Tavares no Dia Mundial do Livro


O PAÍS INGÉNUO

A tristeza era tanta que os sorrisos passaram a ser pagos. Alguns funcionários do Estado, disfarçados, diluídos na multidão das cidades, observavam os poucos cidadãos sorridentes que passavam e, discretamente, mandavam-nos parar. Apresentavam-se: Funcionários do Estado!, diziam, e depois pediam a identificação do sorridente. Registavam nome e morada.
Ao fim do mês, os referidos cidadãos recebiam o cheque. Durante o mês de Fevereiro foi visto três vezes a sorrir na rua - estava escrito, com data e hora, no pequeno documento que acompanhava o dinheiro.
A quantia dada por cada sorriso não era uma fortuna, mas digamos que ser visto pelo Estado a sorrir nove vezes durante um mês dava perfeitamente para viver sem dificuldades.
Pois bem, em pouco tempo o clima emocional do país alterou-se por completo. Seja por avidez ou pela própria natureza das coisas o país em dois anos tornou-se conhecido pelo "permanente e impressionante optimismo dos seus cidadãos", como se dizia numa agência de notícias internacional.
Os subsídios do Estado aos sorrisos terminaram pouco depois, mas como ninguém informou os cidadãos eles mantiveram aquele sorriso estúpido, repugnante, desadequado, inútil, sem razão de ser.

(Histórias de Gonçalo M. Tavares)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Biblioteca Digital Mundial


Está já disponível on-line a Biblioteca Digital Mundial, onde se encontram reproduções de livros, documentos e manuscritos que fazem parte dos acervos das bibliotecas de todo o mundo, em línguas como o chinês, russo, árabe, inglês, francês, castelhano e português.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Como a moral e a política estão unidas, para Aristóteles

«Sendo nossa intenção tratar aqui de coisas relativas à moral, o que temos que fazer em primeiro lugar é averiguar exactamente de que ciência faz parte. A moral, a meu ver, só pode fazer parte da política. Em política nada é possível sem se ser dotado de certas qualidades; quero dizer, sem se ser um homem de bem. Mas ser homem de bem implica ter virtudes; e, portanto, se em política se quer fazer algo, é preciso que se seja moralmente virtuoso. Isto faz com que o estudo da moral apareça como uma parte e até como o princípio da política, e, por conseguinte, defendo que ao conjunto deste estudo deve dar-se-lhe o nome de Política em vez do de Moral. Creio, portanto, que deve tratar-se, em primeiro lugar, da virtude, e mostrar como é e como se forma, porque não se tirará qualquer proveito em saber o que é a virtude se não se souber também como nasce e por que meios se adquire».(...)
(a responsabilidade da tradução deste excerto a partir do castelhano é minha, excerto que se encontra em La Gran Moral, Libro Primero, Capítulo I, De la naturaleza de la moral)
in Aristóteles, Moral (La Gran Moral y Moral a Eudemo), Espasa-Calpe,S.A., Colección Austral, 6.ª edición, Madrid, 1976

Custas judiciais

Ontem às 7 h soube, via rádio, que a Associação dos Familiares das Vítimas da queda da ponte de Entre-os-Rios tinha recebido correspondência onde constava o valor das custas judiciais a pagar e que ascenderia a quinhentos mil euros; ao meio-dia ouvi o Presidente da Câmara de Castelo de Paiva, também via rádio, a dizer que o valor a pagar rondaria os setenta mil euros; às 22 h no Jornal 2 (RTP2) o valor das custas já ía nos cinquenta e sete mil euros. Como hoje ainda não ouvi falar no assunto, não sei se já chegaram a zero, depois de tantas cartas e faxes que o Presidente da Câmara de Castelo de Paiva disse que iria enviar para muitas instituições incluindo o Presidente da República (não vejo o que é que este tem a ver com o assunto, talvez seja por se referirem a ele como "o mais alto magistrado da Nação" que crie estas confusões). E já agora, todos esses contactos não poderão inscrever-se naqueles tipos de atitudes a que se tem chamado ultimamente de "pressões"?. Enfim, idiossincrasias nossas.
Aproveito para registar que na segunda-feira entra em vigor um diploma com os novos valores para as custas judiciais que, numa análise muito superficial, parece só permitir o acesso à justiça aos indigentes e aos afortunados. Vamos ver o que acontece na prática.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ANF - esta vingança não se serve fria

O Presidente da Associação Nacional de Farmácias, João Cordeiro, para não perder a face por ter fracassado a campanha que fomentou junto dos associados no sentido do não cumprimento da lei em vigor que dá aos médicos a prerrogativa de autorizarem ou não a substituição dos medicamentos que receitam por genéricos correspondentes, veio ontem dizer que, a partir de agora, nos recibos que as farmácias passam aos clientes irão constar os preços dos respectivos medicamentos genéricos para que os clientes tenham a noção do valor que poderiam poupar.
O Presidente da ANF ao querer vingar-se desta maneira pelo insucesso da sua campanha, não faz mais do que prestar um excelente serviço aos cidadãos e ao governo. Aos cidadãos, porque, ao verem demonstrada a diferença de preços para a mesma substância activa, mais facilmente ganharão coragem para pedirem, senão mesmo exigirem, que os seus médicos os receitem. Ao governo, porque este há muito que deseja aumentar a percentagem do consumo de medicamentos genéricos por uma questão de controlo de despesas.