quinta-feira, 25 de junho de 2009

Com dirigentes políticos irresponsáveis perdemos todos, como país

Já me tinha questionado como é que uma pessoa da qualidade de Jorge Miranda continuava a ter paciência para aturar os jogos dos partidos, ele que tão bem sabe que na eleição parlamentar do Provedor de Justiça lamentavelmente prevalece a disciplina partidária e não o bom senso, nem o que pode ser considerado o melhor para o país. Desistiu da sua candidatura. Dele não esperaria outra coisa. O país ficou a perder mais uma vez.

Precipitações de Manuela Ferreira Leite


Mais uma vez Manuela Ferreira Leite perdeu uma oportunidade para estar calada. Ao afirmar que tinha "a certeza absoluta" de que o Primeiro Ministro tinha mentido quando este disse ontem no Parlamento que não tinha conhecimento de qualquer negócio entre a PT (Portugal Telecom) e o grupo PRISA que detém a TVI.
Henrique Granadeiro, presidente da PT, disse à agência Lusa que não há qualquer negócio entre a PT e a PRISA, nem o assunto consta da ordem de trabalhos da próxima assembleia geral.


Parabéns a Graça Morais e a Bragança


Completa-se amanhã, dia 26, um ano sobre a inauguração do Museu Graça Morais em Bragança e, também amanhã, nesse mesmo espaço, tem início uma exposição de trabalhos de Paula Rego.





sábado, 20 de junho de 2009

BCP reduz apoio ao Teatro São Carlos

O BCP (Banco Comercial Português) que, desde 1998, através da Lei do Mecenato, contribuía com 1 milhão de euros/ano para a programação do Teatro São Carlos, reduziu agora esse valor para cerca de 280 mil euros.
Uma das coisas de que José Sócrates se lamenta foi não ter dado mais atenção à Cultura, o que pressupõe que o fará no futuro. E se os mecenas começarem a cortar no apoio que dão às realizações culturais, o investimento do Governo nesta área tem de ser bem mais substancial.

Momento Zandinga

A não perder, no blogue Da Literatura de Eduardo Pitta: Momento Zandinga

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Petições - concelho de Oeiras

Hoje dedico-me aos assuntos locais, os que nos afectam mais directamente, e que para já são dois:
1 - O crescimento descontrolado da construção em Carnaxide, com o consequente aumento de tráfego, ruído e poluição, pode vir a transformar uma localidade tranquila, com qualidade de vida, num pesadelo que não terá fim dado o conjunto de obras em curso e as que estão já programadas para futuro (eu sou testemunha disso pelo que vejo das janelas, na avenida onde se situa o Hospital de Santa Cruz). Os residentes em Carnaxide que desejem informar-se sobre este assunto e, no caso de quererem manifestar o seu desagrado ou preocupação, encontram todos os esclarecimentos bem como a oportunidade de assinarem a petição " Pelo crescimento sustentado da freguesia de Carnaxide", dirigida ao Presidente da Câmara de Oeiras, aqui.
2 - Na envolvente do Estádio Nacional está a ser construído um campo de golfe de 18 buracos, que implica o corte de muitas árvores e um acesso mais restrito das populações ao local, não só dos residentes no concelho como a todos os que lá se queiram deslocar. Neste momento as obras estão paradas, provisoriamente, por ordem do Tribunal, devido a uma Providência Cautelar. Podem saber mais através do blogue Amigos do Estádio Nacional. A petição contra essas obras, dirigida ao Secretário de Estado da Juventude e Desportos, encontra-se aqui.
Nota: As questões da freguesia de Carnaxide foram abordadas no dia 22 de Junho no programa Portugal em Directo da Antena 1, com entrevista a Carlos Alcobia, presidente da Associação de Moradores, disponível em: http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=1043 (procurar programa de 22 de Junho). Por outro lado, também foram tema de um artigo publicado na secção Local do Jornal Público no dia 23 de Junho, que pode ser lido neste endereço: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388111&idCanal=2100.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Por que se continua a chamar TGV ao Comboio de Alta Velocidade?

Somos tão criativos a inventar siglas que ainda não compreendi por que se continua a chamar TGV (Train à Grand Vitesse) a um transporte similar a utilizar no futuro em Portugal, a que já se dá o nome de Comboio de Alta Velocidade, ou seja, a que poderia corresponder a sigla CAV, ou CAVE, ou COMALVE, ou ALVE, etc. Siglas que até se prestam à invenção de piadas tão ao gosto de alguns portugueses, principalmente dos que não concordam com a sua existência.
E como foi decidido hoje que o estudo deste assunto vai continuar e que só haverá uma decisão definitiva após as eleições legislativas, entretanto ficamos assim...

Abstencionistas portugueses, ouviram?

Ouviram o que disse hoje, em Lisboa, o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão sobre as eleições no seu país e que o Jornal 2 da RTP transmitiu? Disse que as eleições no Irão foram mais democráticas do que as eleições Europeias porque tiveram uma maior participação. Para os dirigentes iranianos, uma democracia resume-se à percentagem de participação em eleições. A ausência de liberdade de expressão, de associação cívica e política, até mesmo de comunicação, já que bloquearam os serviços de telemóvel, de Internet e de televisão via satélite, e que são elementos intrínsecos a uma democracia, para eles são coisas sem importância, esquisitices ocidentais.
É uma "democracia" assim que querem?

Eleições no Irão

A ler no blogue Ana de Amsterdam de Ana Cássia Rebelo : Mousavi (2).

sábado, 13 de junho de 2009

Paulo Portas, o queixinhas

Paulo Portas vai queixar-se ao Presidente da República do desacerto das empresas de sondagens na previsão da percentagem de votos no seu partido às Eleições para o Parlamento Europeu de domingo passado.
Por que não aproveita para se queixar também de algum erro do Instituto de Meteorologia para estes dias de modorra que não tenha saído conforme o previsto?
Ou, melhor ainda, pode aproveitar para apresentar um novo modelo de sondagens que obrigue os eleitores a dizerem aos "sondadores" em quem, na realidade, vão votar (sem ser através de tortura). Se for o caso, não esqueça de o patentear.

António Variações - 25 anos... além





Estou Além

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou


António Variações


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Só pelo exemplo

Quando ontem ouvi, em directo via rádio, o discurso de António Barreto na Comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fiquei naquele estado quase indizível de felicidade interior que já tão poucas coisas me proporcionam, que tive receio de me precipitar a escrever o que quer que fosse sobre o assunto enquanto não o visse impresso e o pudesse ler atentamente. Já o tenho em pdf, de modo que o li e reli e mantenho o primeira impressão que me causou. Como o texto também já está no blogue de António Barreto, quem não teve ainda oportunidade de o ler pode encontrá-lo aqui.
Não fora o discurso seguinte, o de Cavaco Silva, com os lugares-comuns habituais, e teria sido um momento quase perfeito. E, no entanto, foram excertos deste que passaram na rádio durante o dia e nos telejornais à noite, não tendo ouvido mais falar do de António Barreto. Talvez por isso necessitasse de o ver impresso porque às tantas já duvidava que ele o tivesse proferido.

domingo, 7 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cavaco Silva e a SLN

Sobre este assunto há perguntas a fazer:
Uma vez que a SLN (Sociedade Lusa de Negócios) não estava cotada em Bolsa, como é que Cavaco Silva soube da existência das acções, do seu valor, da melhor altura para comprar e para vender?
Se, com as acções cotadas na Bolsa, por vezes se detectam casos de informação privilegiada, punidos por Lei, que tipo de informação teve Cavaco Silva?
E é tudo o que tem de ser esclarecido.

Igualdade no acesso ao casamento civil


Os dias das crianças, dos pais e dos professores


Dentro das ondas (II)



Do fotógrafo surfista Clark Little

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Testamento vital/Testemunho vital

Quando tento elaborar o meu testamento vital, vêm-me à memória dois ou três casos de que tive conhecimento em que pessoas morreram sozinhas em casa e ninguém deu por isso senão quando o cheiro da decomposição dos seus corpos se fez notar. Ninguém lhes sentiu a falta, ninguém deu pela sua ausência. Num caso, foi a falta de pagamento da renda do apartamento que levou a senhoria a questionar-se sobre o que teria acontecido àquele senhor, tão pontual no cumprimento dessa sua obrigação, a averiguar o que se passava. O corpo encontrado sem vida no apartamento pode ser, assim, sepultado, mais de um mês depois de a morte, por causas naturais (paragem cardíaca), ter ocorrido. Se tinham família? Não sei. Nem sempre os familiares são as pessoas mais próximas de muitos de nós. Se essas pessoas teriam feito os seus testamentos vitais? Não sei. Na total solidão em que morreram, não passariam de papéis inúteis. E perante esta situação, questiono-me sobre a importância de passar a escrito qualquer desejo, incluindo o de que as máquinas sejam desligadas se a minha existência se tornar apenas biológica e já não biográfica, se já não for um ser humano autoconsciente, racional e autónomo. Hoje estou e sou. Amanhã, acordarei?

domingo, 24 de maio de 2009

Dia da comunicação social? Então imaginemos...

Imaginemos os principais meios de comunicação social a porem-se de acordo quanto a uma carta deontológica mínima. Imaginemo-los a entenderem-se sobre a necessidade absoluta do respeito pela vida privada das pessoas (políticos ou não). Imaginemo-los a proclamar o carácter imprescritível deste novo direito do Homem que seria, não o direito de se contradizer e de ir embora, mas sim o direito ao segredo.
Suponhamos uma declaração solene nos termos da qual os jornalistas se proibiriam de fazer eco, sob quaisquer formas, de um ataque ad hominem que não tivesse sido submetido à prova de todas as técnicas de confirmação dos factos. Suponhamos ainda que um jornalista que confessou publicamente que fabricou informações apenas com o objectivo de atingir alguém (político ou não) ou que veiculou sem ter verificado, factos do seu passado que não correspondem à verdade, suponhamos que esse jornalista é banido da profissão do mesmo modo que um manipulador de entrevistas.
Seria todo o disparate, todo o lixo jornalístico que se tornaria menos rentável. Seria, para a verdadeira democracia, a melhor maneira de homenagear quem lutou e quem continua a lutar por ela.

sábado, 23 de maio de 2009

Eleições - votar em quem?

Quem desejar descobrir o seu posicionamento no panorama político das Eleições de 2009 para o Parlamento Europeu, poderá fazê-lo no sítio www.euprofiler.eu/
Acaba por ser útil também para as eleições internas, uma vez que a maioria das perguntas feitas tem a ver com políticas nacionais e regionais de cada país.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

João Bénard da Costa (1935-2009)-Homenagem

Hoje morreu João Bénard da Costa. Um daqueles homens cultos, fascinantes, como há poucos entre nós. Talvez por isso eu tenha ficado com a sensação de que o seu desaparecimento, em proporção, corresponde ao desaparecimento de toda uma espécie de um qualquer ser existente na Natureza, ou seja, à extinção de uma espécie. Insubstituível.

Os fins e os meios

A ler: "Os fins e os meios" no blogue Defender o Quadrado de Sofia Loureiro dos Santos, a propósito da gravação feita numa sala de aula em Espinho.

Dentro das ondas (I)



Fotos do fotógrafo surfista Clark Little (via email)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Petição para a defesa da língua portuguesa

A petição para a defesa da língua portuguesa, que ultrapassou as cento e quinze mil assinaturas, está hoje na Assembleia da República. Será suficiente para travar a aplicação do acordo ortográfico? Desejo que sim, e escrevi sobre o assunto em Abril de 2008 no meu outro blogue, sob o título: Esta língua que nos divide. E receio que não.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Edgar Morin num Colóquio sobre Educação em Lisboa



Na próxima sexta-feira, 22 de Maio, Edgar Morin estará em Lisboa a convite do Instituto Piaget para participar num Colóquio sobre Educação.

Na minha biblioteca, "O Paradigma Perdido" de Edgar Morin, "O Homem Ameaçado" de Konrad Lorenz e "O Sagrado e o Profano" de Mircea Eliade encontram-se lado a lado, como se formassem um todo essencial para o conhecimento do ser humano nas suas diversas dimensões.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os animais são considerados "coisas" perante a Lei. Onde foram buscar essa ideia?

Como o meu sentido de humor decresce na proporção directa da subida dos horrores, socorro-me de Keith Ward que, no livro "Deus e os Filósofos", escreveu o seguinte:
«(...) Descartes acreditava que apenas os seres humanos tinham mentes. Os outros animais só tinham cérebros, sem mentes lá dentro. Os animais não possuíam consciência e não agiam livremente. Eram apenas máquinas que podiam ser dissecadas e sujeitas a experiências, que podiam ser desmontadas e reunidas em várias combinações, tal como os relógios ou as máquinas a vapor.
Filósofos mais recentes não ficaram impressionados com a ideia de que os chimpanzés, cujo ADN difere do nosso em apenas um por cento, são apenas máquinas, enquanto que nós somos seres livres e responsáveis. Contudo, e surpreendentemente, muitos filósofos não concluíram que os chimpanzés têm, de facto, livre arbítrio. O que concluíram foi que nós não o temos. Concordam com Descartes, na medida em que os chimpanzés não possuem consciência nem liberdade de escolha, mas acrescentam que os seres humanos também não. A consciência não passa de uma função do cérebro físico e a liberdade é a sensação de que os nossos cérebros ainda não decidiram o que fazer. A vontade e a consciência são completamente excluídas do Universo e substituídas pelas leis da física, que fazem com que os minúsculos pedaços de matéria que constituem os nossos cérebros se comportem de formas extremamente complexas mas completamente automáticas.»
.
in Keith Ward, Deus e os Filósofos (título original God: A Guide for the Perplexed), Oficina do Livro, Lda., Lisboa, 1.ª edição, 2007, página 21.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quem não suporta a ideia de "bloco central", nem a oposição que existe, tem mais duas opções novas nos próximos actos eleitorais - MMS e MEP









Como o Rui Marques, Presidente do MEP (Movimento Esperança Portugal) nos é já familiar, bem como o seu envolvimento cívico em várias causas, e o Eduardo Correia, 45 anos, Professor de Gestão no ISCTE (Doutorado em Finanças), Presidente do MMS (Movimento Mérito e Sociedade) me é totalmente desconhecido, estive atenta a uma entrevista que lhe fez a Maria Flor Pedroso no passado dia 24 de Abril na Antena 1, (porque só me interessa o que dizem os próprios em discurso directo e ao vivo para evitar erros de interpretação jornalísticos), aqui ficam algumas ideias programáticas que anotei:
- Redução do número de deputados para 100, a disciplina de voto não faz sentido, cada eleitor deve saber que deputado o representa;
- Não concorda com o financiamento público dos partidos políticos;
- Redução do número de Municípios;
- Redução dos Impostos, porque o que é necessário é uma boa gestão e acabar com o despesismo dos governos;
- A favor da despenalização da interrupção voluntária da gravidez;
- A favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo;
- A favor do fim da NATO (desconheço de momento os argumentos porque não lhe foram perguntados);
- Aumento do salário mínimo para € 650,00 e o ideal será, no futuro, uma equivalência dos salários mínimos a nível Europeu;
- O mar como elemento alavancador na criação de riqueza, designadamente a investigação oceanográfica, agora não há qualquer estratégia para o país;
- União dos países lusófonos, todos eles marítimos também;
Quando lhe foi colocada a hipótese de não conseguir eleger qualquer deputado, disse que o MMS não desistiria da sua participação cívica e política porque "as boas ideias não morrem por não vingarem à primeira".