segunda-feira, 13 de julho de 2009

Testamento Vital - adiamento para a nova legislatura

Não me admirei quando há pouco ouvi na rádio que a Lei do Testamento Vital iria permanecer na gaveta até à próxima legislatura. Segundo a deputada Maria de Belém Roseira, faltam os pareceres da Comissão de Protecção de Dados e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (não vinculativo) sobre a matéria deste diploma, antes de ser enviado para a Presidência da República.
A minha não admiração prende-se com a complexidade de procedimentos que a regulamentação de um diploma desta natureza implica, e sobre o qual escrevi no passado dia 29 de Junho, e do pouco tempo e atenção que lhe pode ser dado agora devido aos actos eleitorais que se aproximam. Seria estultícia minha, além de presunção, pensar que o adiamento se devesse à leitura do meu texto que alguém do Ministério da Saúde fez no dia 9 de Julho.
Tal não impede, como também disse no texto referido, que cada um possa elaborar um documento onde manifeste a sua vontade, que será ou não acatada pelos médicos.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

João Calvino nasceu há 500 anos

João Calvino (Jean Calvin) nasceu a 10 de Julho de 1509 em Noyon, França, mas desenvolveu a sua actividade principalmente em Genebra, Suiça. Apesar de se ter formado em Direito é, no entanto, como reformador do cristianismo, e das suas implicações, que ficou conhecido, tanto na História das Igrejas como na História da Filosofia. Não vou tecer considerações sobre as suas reformas da sociedade e do Estado, que naquele tempo ainda poderiam ser consideradas cidades-estado, uma vez que ele defendia qualquer coisa semelhante ao que os Ayatolas iranianos do presente defendem, a não separação da Igreja e do Estado. Escolhi apenas alguns aspectos que curiosamente estão muito presentes nos dias de hoje.
Por exemplo, participou na primeira tradução francesa da Bíblia (atitude que Lutero viria a ter um pouco mais tarde, também, ao traduzir a Bíblia para as línguas germânicas), possibilitando a qualquer pessoa comum o acesso ao seu conteúdo que, até então, era privilégio de alguns iluminados que soubessem grego e latim.
Poder-se-ia considerar que "inventou" o capitalismo pois foi pela ética calvinista que se modelou o espírito da nascente burguesia capitalista: o espírito activo, agressivo, desdenhoso de todos os sentimentos, continuamente dirigido para o êxito. O próprio Calvino declarou como moralmente lícito receber juros de empréstimos e atribuíu um carácter sagrado à prosperidade económica.
(João Calvino viveu entre 1509 e 1564)
(O retrato supra é da autoria de A. Desenne)

Pós-política

«Na pós-política, o conflito entre visões ideológicas globais encarnadas por diferentes partes em luta pelo poder vê-se substituído pela colaboração entre tecnocratas esclarecidos (economistas, peritos em opinião pública...) e adeptos do multiculturalismo liberal; através do processo de negociação dos interesses, é alcançado um compromisso sob a forma de um consenso mais ou menos universal. A pós-política põe assim a tónica sobre a necessidade de largarmos o lastro das velhas divisões ideológicas e de enfrentarmos novas paradas, armados do conhecimento necessário do especialista e de uma livre deliberação atenta às reclamações e às necessidades reais da população (...). O que a pós-política tende a prevenir é precisamente esta universalização metafórica das reclamações particulares: a pós-política mobiliza o gigantesco aparelho dos especialistas, dos trabalhadores sociais, etc., para reduzir a reclamação (queixa) de um grupo particular a uma simples reclamação de teor particular - pouco importa que este encerramento asfixiante dê lugar a explosões "irracionais" de violência como único meio de expressão da dimensão que excede o particularismo.»
(in "Elogio da Intolerância" de Slavoj Zizek)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Maria de Lourdes Pintasilgo - 30.º aniversário de tomada de posse

A 7 de Julho de 1979 o então Presidente da República António Ramalho Eanes deu posse a Maria de Lourdes Pintasilgo, Engenheira Químico-Industrial, como Primeira-Ministra de um governo de iniciativa presidencial, tendo como incumbência mais imediata preparar as condições para os próximos actos eleitorais, legislativas e autárquicas, que viriam a ter lugar em Dezembro desse mesmo ano, com quinze dias de intervalo entre umas e outras.

Maria de Lourdes Pintasilgo morreu a 10 de Julho de 2004 (1930-2004), pelo que aqui fica esta homenagem à única Primeira-Ministra que Portugal teve. O seu percurso de vida pode ser consultado em www.arquivopintasilgo.pt/.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Os significados dos gestos

Acalmada a histeria jornalística sobre o gesto de Manuel Pinho, vamos ao assunto. Ontem ouvi o debate do estado da Nação como é hábito, através de rádio, de modo que, no momento do famigerado gesto, do que não gostei foi que a TSF se tenha dedicado completamente ao mesmo em vez de me permitir ouvir em directo o orador que estava no uso da palavra, e mudei para a Antena 1 onde, apesar de uma interrupção ou outra da Maria Flor Pedroso para explanar sobre o que lhe parecia ser o "estado de espírito" do Primeiro Ministro, lá consegui ouvir quem estava a falar. Não fui para a sala da Televisão para ver o gesto. Depois de ter ouvido as declarações de Bernardino Soares, a quem o gesto foi dirigido, e os demais líderes dos grupos parlamentares, e quando o Ministro das Finanças era já o novo Ministro da Economia em acumulação de pastas, é que vi o gesto. Francamente, não vi um gesto ofensivo, vi um gesto inócuo.
Os gestos têm significados! Por exemplo, se fizermos a um australiano aquele gesto que nós interpretamos como de vitória (mão fechada e com os dedos indicador e médio em forma de V) é para o australiano um insulto, pois corresponde ao que em Portugal se pretende dizer quando se fecha a mão e se deixam levantados os dedos indicador e mindinho, quer se coloque a mão junto à testa ou não, e é este o gesto que pode ser interpretado como insulto à esposa/o ou namorada/o da pessoa a quem é dirigido.
O gesto de Manuel Pinho (os indicadores de ambas as mãos junto à testa), interpreto-o como querendo dizer que Bernardino Soares e o PCP, à semelhança dos touros que avançam para qualquer pano vermelho que se agite à sua frente, assim avançam eles com comentários ou gestos impertinentes sempre que se abordam assuntos de áreas que eles consideram sua pertença, no caso, as minas de Aljustrel, ou seja, sempre que um tema se torna algo de obsessivo para o PCP estes reagem do mesmo modo que um touro face ao pano vermelho, numa atitude quase pavloviana.
Lembro-me quando Jaime Gama chamou Bocassa a Alberto João Jardim e quando um deputado do PSD proferiu palavrões em discussão acesa com um deputado do PS, tudo isto na Assembleia da República, e nada aconteceu! Na mesma "casa onde o povo deveria ser representado com toda a dignidade" de que agora todos se lembraram. Por que é que um gesto inócuo é valorizado e dele são retiradas todas as consequências e os palavrões, a gritaria e atitudes desrespeitosas como a de Paulo Rangel face ao Presidente da Assembleia da República neste mesmo debate, não o são?
É verdade que Manuel Pinho não é um político profissional, por isso não tem estômago para aturar tudo e mais alguma coisa. Mas estou constantemente a ouvir dizer mal dos políticos profissionais, que seria bom que houvesse mais pessoas independentes dos aparelhos partidários em cargos políticos, que tivessem mostrado competência nas suas áreas profissionais no sector privado, etc. Então em que ficamos?
Os jornalistas queriam circo e fizeram tudo para o ter. O Primeiro Ministro agiu muito bem ao resolver o problema de imediato.

Sophia de Mello Breyner Andresen - o miradouro

Em homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, que morreu há cinco anos, foi ontem inaugurado em Lisboa um miradouro com o seu nome, à Graça, onde, além de um busto da poeta, se podem ler alguns dos seus poemas nas paredes do espaço circundante e apreciar a paisagem de que Sophia tanto gostava.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Para Dias Loureiro, só a pedagogia superior do DCIAP

Às 7 horas ouvi, via rádio, Dias Loureiro declarar aos jornalistas que o aguardavam à saída do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), onde foi ouvido e constituído arguido em dois casos, o seguinte: "Só hoje é que percebi alguns contornos destes negócios". Para quem parece ter problemas de memória é bom saber que há no DCIAP quem consegue explicar-lhe tudo muito bem explicadinho de modo a Dias Loureiro entender o que está em causa. Mas como ele diz que só percebeu "alguns" contornos destes negócios, tem de ir lá mais vezes para ver se consegue apreender a totalidade da coisa. Isto se, entretanto, não bater com a cabeça nalgum lado e esquecer tudo outra vez.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Testamento Vital, o documento

Muitas pessoas têm chegado a este blogue como resultado de pesquisa de um documento-tipo ou do modelo de um documento a preencher, que constitua o seu Testamento Vital, e vão dar a um pequeno texto que escrevi, mais como reflexão perante alguns casos tristes da vida, a que chamei Testamento vital/Testemunho vital. Assim, hoje vou abordar a questão do documento, começando pela situação em que se encontra o assunto.
O Testamento Vital foi aprovado na Assembleia da República há um mês e, caso o Presidente da República não o vete, tem de ser publicado no Diário da República e regulamentado. Muito provavelmente será elaborado um documento-tipo que abranja todas as situações em que, no caso de doença ou de acidente, as pessoas possam indicar o que querem e o que não querem que os médicos façam consoante a gravidade do seu estado de saúde e da irreversibilidade do mesmo. Para que um documento destes possa ser acedido directamente pelos médicos, tem de constar de uma base de dados e estar disponível para todos os hospitais, centros de saúde e clínicas, públicos e privados, do mesmo modo que, por exemplo, quem não quer doar órgãos tem de estar registado, caso contrário, e em princípio, somos todos dadores.
A meu ver, um documento destes, até ficar disponível para os cidadãos, com todos os pareceres técnicos que vão ser necessários, principalmente de médicos, para que saia algo de rigoroso e ao mesmo tempo simples, nunca acontecerá antes de 2010 (entretanto aproximam-se eleições legislativas e autárquicas que não deixam os políticos pensar em mais nada e, se houver mudança de governo, ninguém pode garantir que este diploma não seja revogado).
Porque os momentos aziagos acontecem, podemos fazer, entretanto, e para que os outros conheçam a nossa posição sobre o assunto, o nosso próprio Testamento Vital. Numa folha de papel, à mão ou no computador, elaboramos um documento que contenha a nossa identificação (nome, idade, morada, n.º do B.I., estado civil, n.º do cartão de utente do centro de saúde e nome do médico de família, se tiver) e explicitamos as medidas de suporte artificial da vida que recusamos perante a iminência de morte, por exemplo: tubo de alimentação nasogástrico (alimentação através do nariz) quando me encontrar paralisada ou incapaz de ser alimentada pela boca; respiração mecânica quando já não for capaz de respirar pelos meus próprios meios; reanimação eléctrica ou mecânica do meu coração quando ele tiver parado de bater; etc. Indicar, também, a pessoa ou pessoas, e os respectivos contactos, que devem tomar estas decisões clínicas no caso de ficarmos incapacitados de o fazer. Uma vez concluído o ducumento, eu assiná-lo-ia na presença de um notário ou de quem o substitua, de modo a obter um reconhecimento presencial da assinatura. Dá um pouco mais de trabalho mas ninguém porá em causa de que fomos realmente nós que o assinámos sem constrangimentos.
Depois, fazer fotocópia do documento para cada pessoa a quem queiramos dar conhecimento das nossas decisões, incluindo os que nomeámos no documento para as tomarem por nós no caso de já não o conseguirmos fazer. Podemos fazer, também, um pequeno cartão e colocá-lo na carteira de documentos, com a indicação de que possuimos um Testamento Vital e quem deverá ser contactado para o mostrar.
E são estas as sugestões alternativas que me ocorrem enquanto esperamos por um documento oficial ou por indicações oficiais de como deve ser elaborado.
Por último, convém lembrar que tudo isto só será possível em Portugal se os médicos diagnosticarem o nosso estado de saúde como irreversível, caso contrário poder-se-ia entrar no domínio da eutanásia, que abrange situações muito diferentes, que requerem abordagens éticas, morais e filosóficas, e que é ainda ilegal no nosso país.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Com dirigentes políticos irresponsáveis perdemos todos, como país

Já me tinha questionado como é que uma pessoa da qualidade de Jorge Miranda continuava a ter paciência para aturar os jogos dos partidos, ele que tão bem sabe que na eleição parlamentar do Provedor de Justiça lamentavelmente prevalece a disciplina partidária e não o bom senso, nem o que pode ser considerado o melhor para o país. Desistiu da sua candidatura. Dele não esperaria outra coisa. O país ficou a perder mais uma vez.

Precipitações de Manuela Ferreira Leite


Mais uma vez Manuela Ferreira Leite perdeu uma oportunidade para estar calada. Ao afirmar que tinha "a certeza absoluta" de que o Primeiro Ministro tinha mentido quando este disse ontem no Parlamento que não tinha conhecimento de qualquer negócio entre a PT (Portugal Telecom) e o grupo PRISA que detém a TVI.
Henrique Granadeiro, presidente da PT, disse à agência Lusa que não há qualquer negócio entre a PT e a PRISA, nem o assunto consta da ordem de trabalhos da próxima assembleia geral.


Parabéns a Graça Morais e a Bragança


Completa-se amanhã, dia 26, um ano sobre a inauguração do Museu Graça Morais em Bragança e, também amanhã, nesse mesmo espaço, tem início uma exposição de trabalhos de Paula Rego.





sábado, 20 de junho de 2009

BCP reduz apoio ao Teatro São Carlos

O BCP (Banco Comercial Português) que, desde 1998, através da Lei do Mecenato, contribuía com 1 milhão de euros/ano para a programação do Teatro São Carlos, reduziu agora esse valor para cerca de 280 mil euros.
Uma das coisas de que José Sócrates se lamenta foi não ter dado mais atenção à Cultura, o que pressupõe que o fará no futuro. E se os mecenas começarem a cortar no apoio que dão às realizações culturais, o investimento do Governo nesta área tem de ser bem mais substancial.

Momento Zandinga

A não perder, no blogue Da Literatura de Eduardo Pitta: Momento Zandinga

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Petições - concelho de Oeiras

Hoje dedico-me aos assuntos locais, os que nos afectam mais directamente, e que para já são dois:
1 - O crescimento descontrolado da construção em Carnaxide, com o consequente aumento de tráfego, ruído e poluição, pode vir a transformar uma localidade tranquila, com qualidade de vida, num pesadelo que não terá fim dado o conjunto de obras em curso e as que estão já programadas para futuro (eu sou testemunha disso pelo que vejo das janelas, na avenida onde se situa o Hospital de Santa Cruz). Os residentes em Carnaxide que desejem informar-se sobre este assunto e, no caso de quererem manifestar o seu desagrado ou preocupação, encontram todos os esclarecimentos bem como a oportunidade de assinarem a petição " Pelo crescimento sustentado da freguesia de Carnaxide", dirigida ao Presidente da Câmara de Oeiras, aqui.
2 - Na envolvente do Estádio Nacional está a ser construído um campo de golfe de 18 buracos, que implica o corte de muitas árvores e um acesso mais restrito das populações ao local, não só dos residentes no concelho como a todos os que lá se queiram deslocar. Neste momento as obras estão paradas, provisoriamente, por ordem do Tribunal, devido a uma Providência Cautelar. Podem saber mais através do blogue Amigos do Estádio Nacional. A petição contra essas obras, dirigida ao Secretário de Estado da Juventude e Desportos, encontra-se aqui.
Nota: As questões da freguesia de Carnaxide foram abordadas no dia 22 de Junho no programa Portugal em Directo da Antena 1, com entrevista a Carlos Alcobia, presidente da Associação de Moradores, disponível em: http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=1043 (procurar programa de 22 de Junho). Por outro lado, também foram tema de um artigo publicado na secção Local do Jornal Público no dia 23 de Junho, que pode ser lido neste endereço: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388111&idCanal=2100.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Por que se continua a chamar TGV ao Comboio de Alta Velocidade?

Somos tão criativos a inventar siglas que ainda não compreendi por que se continua a chamar TGV (Train à Grand Vitesse) a um transporte similar a utilizar no futuro em Portugal, a que já se dá o nome de Comboio de Alta Velocidade, ou seja, a que poderia corresponder a sigla CAV, ou CAVE, ou COMALVE, ou ALVE, etc. Siglas que até se prestam à invenção de piadas tão ao gosto de alguns portugueses, principalmente dos que não concordam com a sua existência.
E como foi decidido hoje que o estudo deste assunto vai continuar e que só haverá uma decisão definitiva após as eleições legislativas, entretanto ficamos assim...

Abstencionistas portugueses, ouviram?

Ouviram o que disse hoje, em Lisboa, o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão sobre as eleições no seu país e que o Jornal 2 da RTP transmitiu? Disse que as eleições no Irão foram mais democráticas do que as eleições Europeias porque tiveram uma maior participação. Para os dirigentes iranianos, uma democracia resume-se à percentagem de participação em eleições. A ausência de liberdade de expressão, de associação cívica e política, até mesmo de comunicação, já que bloquearam os serviços de telemóvel, de Internet e de televisão via satélite, e que são elementos intrínsecos a uma democracia, para eles são coisas sem importância, esquisitices ocidentais.
É uma "democracia" assim que querem?

Eleições no Irão

A ler no blogue Ana de Amsterdam de Ana Cássia Rebelo : Mousavi (2).

sábado, 13 de junho de 2009

Paulo Portas, o queixinhas

Paulo Portas vai queixar-se ao Presidente da República do desacerto das empresas de sondagens na previsão da percentagem de votos no seu partido às Eleições para o Parlamento Europeu de domingo passado.
Por que não aproveita para se queixar também de algum erro do Instituto de Meteorologia para estes dias de modorra que não tenha saído conforme o previsto?
Ou, melhor ainda, pode aproveitar para apresentar um novo modelo de sondagens que obrigue os eleitores a dizerem aos "sondadores" em quem, na realidade, vão votar (sem ser através de tortura). Se for o caso, não esqueça de o patentear.

António Variações - 25 anos... além





Estou Além

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou


António Variações


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Só pelo exemplo

Quando ontem ouvi, em directo via rádio, o discurso de António Barreto na Comemoração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, fiquei naquele estado quase indizível de felicidade interior que já tão poucas coisas me proporcionam, que tive receio de me precipitar a escrever o que quer que fosse sobre o assunto enquanto não o visse impresso e o pudesse ler atentamente. Já o tenho em pdf, de modo que o li e reli e mantenho o primeira impressão que me causou. Como o texto também já está no blogue de António Barreto, quem não teve ainda oportunidade de o ler pode encontrá-lo aqui.
Não fora o discurso seguinte, o de Cavaco Silva, com os lugares-comuns habituais, e teria sido um momento quase perfeito. E, no entanto, foram excertos deste que passaram na rádio durante o dia e nos telejornais à noite, não tendo ouvido mais falar do de António Barreto. Talvez por isso necessitasse de o ver impresso porque às tantas já duvidava que ele o tivesse proferido.

domingo, 7 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cavaco Silva e a SLN

Sobre este assunto há perguntas a fazer:
Uma vez que a SLN (Sociedade Lusa de Negócios) não estava cotada em Bolsa, como é que Cavaco Silva soube da existência das acções, do seu valor, da melhor altura para comprar e para vender?
Se, com as acções cotadas na Bolsa, por vezes se detectam casos de informação privilegiada, punidos por Lei, que tipo de informação teve Cavaco Silva?
E é tudo o que tem de ser esclarecido.

Igualdade no acesso ao casamento civil


Os dias das crianças, dos pais e dos professores