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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Henrique Raposo - Sócrates dá razão a Ferreira Leite e a Passos

«Tem sido assim: os líderes do PSD dizem que é preciso fazer isto e aquilo. Na resposta, Sócrates lança aquela indignação postiça: "ai, bota-abaixistas", ou "ai, neoliberais d'uma figa". Passados uns meses, a realidade e a UE dão razão ao líder do PSD
I. O que falta à política portuguesa? Um pouco mais de realismo (de respeito pelos factos) e um pouco menos de histerismo ideológico. No fundo, falta um pouco de honestidade intelectual. E o PS tem sido o campeão desta desonestidade política e intelectual. Por pura cegueira ideológica e politiqueira (Sócrates sabe que os cortes que tem de fazer mexem com a sua base eleitoral central, a função pública; Henrique Neto dixit), Sócrates negou sempre a realidade, a realidade que era apontada pelos líderes do PSD. Basta lembrar, a este respeito, Manuela Ferreira Leite e a questão da dívida: para ganhar as eleições de 2009, Sócrates nunca falou da questão da dívida nacional. Era "bota-abaixismo". Lembram-se?
II. O mesmo está a acontecer com Passos. Durante o verão, Passos disse uma coisa simples: Portugal precisa de mudar a lei laboral. Meu deus, o que foi ele dizer. Sócrates caiu-lhe em cima como um apache, e os indignados do regime acompanharam o primeiro-ministro no fuzilamento de Passos. Era um ataque aos direitos, era fascismo, era neoliberalismo, o bla, bla do costume. O facto de todas as instituições internacionais (entre elas, a UE) e o Banco de Portugal afirmarem que, sim senhora, Portugal precisa de flexibilidade laboral foi algo que ficou completamente esquecido nesta encenação socrática de verão. Pois muito bem, chegámos ao fim do Outono e o que fez Sócrates? Alterou a lei laboral. E ainda vai mexer mais.
III. O que incomoda nesta história toda não é a burrice ideológica e a demagogia de Sócrates. O que me incomoda é ver o "país mediático" a seguir acriticamente o líder do PS e a atacar acriticamente o líder do PSD. Para o país mediático e jornalístico, parece que existe um filho (PS) e um enteado (PSD). Há dias, Helena André, ministra do trabalho disse qualquer coisa como isto: "os direitos adquiridos não podem ser sempre o centro da governação". Nos media, ninguém disse nada. E se fosse Passos a dizer isto? Simples: caía o Carmo e a Trindade nos jornais e na TV. Há um mês ou assim, Manuel Alegre disse que não gosta da ideia de ver gays a adoptar crianças. Nos media, ninguém disse nada. E se fosse Cavaco a dizer isto? Pois, a resposta é simples. Moral da história: um país, dois sistemas morais, um para o filho, outro para o enteado.»
 
Também AQUI.

sábado, 28 de novembro de 2009

Natália Correia respondendo à afirmação: "o acto sexual é para ter filhos", de João Morgado (CDS) em 1982

Enquanto Manuela Ferreira Leite, do PSD, continua a defender a ideia de que o "casamento é para a procriação", no âmbito do pedido de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, vou transcrever o poema/resposta que Natália Correia deu ao deputado João Morgado, do CDS, em 1982, quando este afirmou que "o acto sexual é para fazer filhos", num debate na Assembleia da República sobre a legalização da interrupção voluntária da gravidez, poema que se encontra na página 486 do livro Poesia Completa, da Dom Quixote, e que também foi publicado no Diário de Lisboa a 5 de Abril de 1982.
Aqui fica:
Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vox Populi

Hoje fui entregar uns livros à Biblioteca e resolvi passar pela livraria e, enquanto via os livros expostos na montra, numa mesa da esplanada do café ao lado, uma senhora dizia para outra: «Prefiro uma democracia musculada a uma parvoíce pegada». Como ouvimos, lemos e até escrevemos parvoíces, mesmo fora das campanhas eleitorais, pensei apenas que a senhora era dada a rimas. Mas quando a interlocutora lhe perguntou: «Então o seu voto vai para Manuela Ferreira Leite, não?». Vi que a senhora começou a mudar de cor, a abanar-se com um leque (e eu olhava para os livros mas já não os via, tal o interesse em ouvir a resposta à pergunta, causa daquela agonia) e ela disse por fim: «Nessa senhora? O meu netinho mais novo, assim que a vê na televisão, corre a esconder-se debaixo da mesa ou detrás da porta, tal é o medo que tem dela! Como é que eu ía fazer uma coisa dessas à criança?! Ele não entende nada de política, mas reage assim quando lhe fazem cara de poucos amigos, que ele entende como ameaçadores à sua integridade física. Já conversei com ele, para o acalmar, mas é mais forte do que ele e a reacção é sempre a mesma. É bem possível que consulte um psicólogo.» Entrei na livraria, a sorrir, para sair pouco depois com mais alguns livros e alguma fome, era hora de almoço.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Madeira é um exemplo de bom governo PSD!


E a Madeira não só é um exemplo de bom governo PSD, como lá não há qualquer vestígio da "asfixia democrática" que se vive no continente, porque no continente, ela própria, a Dr.ª Manuela Ferreira Leite, sente na pele essa asfixia. Foi o que a ouvi dizer na TSF.

E agora o que é que eu faço? Rio, ou choro? Para já, nada. Fiquei naquele estado de "estupor", termo usado por psiquiatras e psicólogos para caracterizar estados de embotamento da sensibilidade e da consciência que alguns confundem com "estado de choque" (e lá estou eu a meter a foice em seara alheia!). Enfim, como sou a minha própria analista (porque o pessoal de Filosofia também pode fazer aconselhamento ético-filosófico, o que em Portugal é uma raridade), vou consultar-me a mim própria.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

M. Ferreira Leite - um dia aziago

Depois de ontem o Primeiro-Ministro José Sócrates ter recebido a Medalha de Ouro da cidade de Santarém pelas mãos de Moita Flores, Presidente da Câmara daquela cidade, que proferiu um discurso de homem livre-pensador, que, por sua vez, se vai recandidatar ao cargo incluído nas listas do PSD de Manuela Ferreira Leite;
Depois de ouvirmos o Presidente do Instituto Sá Carneiro a demarcar-se da posição da Presidente do PSD sobre alguns nomes que constam das listas de candidatos a deputados à Assembleia da República, como António Preto;
Depois de ouvirmos Filipe Soares Franco, após uma reunião com Manuela Ferreira Leite, dizer que há obras públicas indispensáveis ao futuro do País, designadamente o comboio de alta velocidade que permitirá que as mercadorias que chegam ao porto de Sines cheguem mais rapidamente ao resto da Europa, pois agora tudo tem que passar pelo Entroncamento;
Depois de tudo isto, não me admiro que a senhora deite as mãos à cabeça e, quem sabe, tenha alguns pesadelos, senão mesmo insónias.


(Fonte: RTP2-Jornal 2)


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Precipitações de Manuela Ferreira Leite


Mais uma vez Manuela Ferreira Leite perdeu uma oportunidade para estar calada. Ao afirmar que tinha "a certeza absoluta" de que o Primeiro Ministro tinha mentido quando este disse ontem no Parlamento que não tinha conhecimento de qualquer negócio entre a PT (Portugal Telecom) e o grupo PRISA que detém a TVI.
Henrique Granadeiro, presidente da PT, disse à agência Lusa que não há qualquer negócio entre a PT e a PRISA, nem o assunto consta da ordem de trabalhos da próxima assembleia geral.


terça-feira, 28 de abril de 2009

A Esfinge

Qual Esfinge, ninguém consegue acertar na interpretação das palavras de Manuela Ferreira Leite, e é a própria que costuma vir esclarecer o sentido do que disse anteriormente. As palavras estão gravadas? Não interessa! A incapacidade (para não dizer burrice) é dos que não conseguem descodificar as palavras da Esfinge. Haverá por aí algum Édipo que resolva o enigma?

domingo, 7 de setembro de 2008

Manuela Ferreira Leite falou e não disse nada de novo

Para que servem as palavras quando estamos de ideias fixas? Para nos insultarmos, e nada mais.
Manuela Ferreira Leite esteve um mês sem dizer palavra em público, segundo os que fazem essa contabilidade, e retomou-a agora para insultar a nossa inteligência - a senhora parece ser de ideias fixas. Ideias que podem ser inteligentes e inteligíveis para si própria, mas que não constituem qualquer mais-valia ao paradigma político actual, pois não acrescentam nada de novo nem de positivo.
As ideias também acabam por ter o seu domingo. Deve ser isso.