domingo, 30 de maio de 2010
O motivo por que a Fitch desceu a notação de Espanha
Embora em Espanha se tenha aprovado um plano de austeridade a fim de reduzir a dívida pública, é a dívida dos particulares que está a deitar tudo a perder. Com efeito, a dívida acumulada pelos particulares e empresas assombram o futuro económico do país, um fenómeno que acaba de ser sancionado pela agência de rating Fitch ao baixar, na passada sexta-feira, a nota de Espanha de AAA para AA+.
Assim, e paradoxalmente, as medidas de rigor adoptadas pelo governo espanhol poderão vir a voltar-se contra ele, pois, segundo a agência Fitch, elas vão contribuir para a redução do crescimento económico, o que agravará a situação das famílias e das empresas.
Em Espanha, é o nível da dívida dos particulares que constitui um verdadeiro problema, uma vez que ronda os 178% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, três vezes superior à dívida pública. A responsável por esta situação foi a "bolha" imobiliária, durante a qual os espanhóis se endividaram ao máximo, bem como as empresas construtoras. Assim, a subida de impostos, a redução das despesas sociais e o aumento do desemprego para 20% fazem aumentar a possibilidade de incumprimento por parte dos particulares no que respeita ao pagamento das suas dívidas junto dos Bancos credores, e como os Bancos subiram as taxas de juro, tal constitui mais um obstáculo à retoma da economia.
Numa outra escala, tudo isto me parece muito familiar, e talvez só tenhamos de aguardar mais alguns dias para vermos também descer de novo a notação da República Portuguesa.
Fonte: RFI
sábado, 29 de maio de 2010
Pink Floyd - On the turning away
Creio que não se trata de "a momentary lapse of reason" da minha parte, mas apenas cansaço. Daquele cansaço à Álvaro de Campos, que não descola. Felizmente existe a Música.
domingo, 23 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Como disse, senhor Presidente ?
Cavaco Silva disse ontem na RTP que não está surpreendido com a situação do país porque tem dezenas de documentos, elaborados desde 2003, que apontavam para este desfecho se se mantivessem as opções políticas de gastar além das nossas possibilidades.
Serei só eu a ver a gravidade das mesmas, seja qual for o ângulo em que as analise? É que, se considerarmos que Cavaco Silva se limitou a ver andar o barco até ao afundamento actual, é também responsável por omissão, porque quer os governos tenham maioria absoluta quer não tenham, é sua obrigação, nas reuniões privadas com os Primeiros-Ministros em funções, chamar a atenção para esses factos e tudo fazer no sentido do que é melhor para o país. Se o fez e não teve sucesso nessa chamada de atenção, uma vez que não foram alteradas as políticas seguidas, então deve esclarecer-nos sobre isso para que essa responsabilidade por omissão não lhe seja atribuída. Agora, apresentar-se apenas com um ar triste, preocupado e pesaroso, nada resolve nem esclarece. Afinal, para que serve o Presidente de um país?
Dia e Ano Internacional da Biodiversidade
Vi há poucas horas uma reportagem sobre alguns estudantes de Biologia da Universidade do Algarve que fizeram greve de fome para chamar a atenção como a pesca excessiva, principalmente a de arrasto, está a contribuir para a diminuição de muitas espécies de peixes que muitos de nós adquirimos sem sequer nos darmos conta que estamos a contribuir para a sua eventual extinção, nem para o facto de muitos desses modos de pesca serem ilegais. Por isso, e assinalando-se hoje o Dia Internacional da Biodiversidade, e sendo 2010 também o seu Ano Internacional, deixo aqui um vídeo sobre este assunto, que também pode ser visto no sítio da Greenpeace Portugal neste endereço: http://www.greenpeace.org/portugal/
quinta-feira, 20 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
José Sócrates opta por um penso-rápido para atacar os problemas do país
Graças ao "apertão" na reunião dos países da União Europeia e da União Monetária no passado fim-de-semana, José Sócrates apercebeu-se da realidade, não só da portuguesa mas da europeia e, finalmente, deixou o sorriso tolo e tentou esboçar mais algumas medidas necessárias para a redução do défice, tendo em vista também a diminuição dos encargos, ou taxas de juros, com a dívida externa da República Portuguesa, mas isto só acontecerá se os nossos credores virem alguma virtude nestas medidas adicionais ao PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento).
Lamentavelmente, o plano de austeridade apresentado ontem, não é senão um "penso-rápido", já que nada foi anunciado para se dar início à resolução dos problemas estruturais do país, mas apenas para a redução do défice e, em princípio, por um período de 18 meses, sem poupar sequer aqueles que já pouco ou nada têm. Ou seja, após estes 18 meses, o défice poderá estar controlado, mas a situação do país permanecerá precisamente igual à actual, sem competitividade, sem produzir quase nada, em suma, sem uma economia digna desse nome.
A 27 de Janeiro, quando veio a público que o défice de 2009 era, afinal, de 9,3%, corrigido posteriormente para 9,4%, e escrevi sobre isso aqui, previ um aumento de impostos no Verão por ser a maneira mais fácil que os governos encontram para resolverem os seus próprios erros. E eles aí estão, a partir de 1 de Julho. A 25 de Março, também disse aqui, que o PEC, apesar de todos os elogios de que foi alvo por instâncias europeias e pelo FMI, não era o melhor para o país, precisamente porque não atacava os problemas estruturais nem continha cortes sérios nas despesas de funcionamento do Estado, para já não falar na despesa corrente, e aí está um plano de austeridade adicional que continua com a mesma falha. Agora até tenho receio de prever seja o que for, porque mais cedo ou mais tarde a realidade impõe-se a todos.
Quero, no entanto, regozijar-me com o facto de a União Europeia ter decidido ver previamente os orçamentos anuais dos Estados-membros, o que contribuirá, a meu ver, para se evitarem os chamados orçamentos eleitoralistas, desadequados, portanto, à realidade de cada país, e que possam pôr em risco a própria existência da zona euro e, em última análise, da União Europeia.
Etiquetas:
défices excessivos,
economia; política,
ética e política,
FMI,
José Sócrates,
orçamentos,
PEC,
plano de austeridade,
UE,
zona euro
José Luís Saldanha Sanches (1944-2010)
Particularmente hoje necessitava de ouvir o Professor Saldanha Sanches e a sua análise sobre o plano de austeridade que José Sócrates apresentou ontem, mas a doença venceu e levou-nos um dos melhores fiscalistas do País aos 66 anos de idade.
Para a família e amigos aqui deixo os meus sentidos pêsames.
domingo, 9 de maio de 2010
Dia da Europa
Hoje não estou com disposição para falar da minha querida Europa e do 60.º aniversário da sua fundação, pelo que apenas deixo aqui um vídeo com uma versão Hip Hop do Hino à Alegria do amado Beethoven, Hino da União Europeia, esperando que nunca venha a ser feita uma versão "flop".
sexta-feira, 7 de maio de 2010
TPC para os ex-Ministros que vão ao Palácio de Belém no dia 10 de Maio
Sugiro aos ex-Ministros das Finanças e/ou da Economia, que vão partilhar com o Presidente da República a sua preocupação com a situação gravíssima em que o país se encontra, o seguinte exercício, que também deverão mostrar ao Presidente: anotem, pode ser numa folhinha A4, todas as decisões que tomaram, quando exerciam essas funções, e que contribuíram também para a situação actual do país; podem até culpar os chefes dos respectivos governos e identificá-los para ficarmos completamente esclarecidos; este documento deve ser elaborado em português cuidado e compreensível a todos e tornado público.
Vou aguardar com impaciência o resultado desses exercícios de memória, honestíssimos, mas à cautela vou esperar sentada.
Etiquetas:
Cavaco Silva,
crise financeira,
défices excessivos,
dívida externa,
economia; política,
ética e política,
ex-ministros finanças-economia,
PEC
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Acordo sobre a ajuda à Grécia está iminente
Um acordo sobre a ajuda internacional à Grécia, e na sequência de reuniões entre o Governo grego, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia, está iminente, e deverá estar concluído no próximo Domingo, dia 2 de Maio, aquando da reunião dos Ministros das Finanças da zona euro.
Entretanto, chegou-se a um acordo prévio entre o Governo grego, o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) sobre mais medidas de austeridade exigidas por estas três instituições, de modo a poder ser desbloqueado o mecanismo de ajuda financeira, num total de cerca de 145 mil milhões de euros para quatro anos.
Os sinais de abrandamento da pressão sobre Portugal e Espanha já começaram a fazer-se sentir hoje.
(Na imagem, da esquerda para a direita: Ministros das Finanças da Grécia, França e Bélgica.)
Foto por Reuters/ François Lenoir
Fonte: RFI
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Aygül Özkan, um exemplo de integração ao mais alto nível na Alemanha
Tomou ontem posse Aygül Özkan, na imagem, como Ministra dos Assuntos Sociais da Baixa-Saxónia, Alemanha, sendo também vice-presidente da CDU em Hamburgo.
Nada disto teria relevância, não fosse o facto de a Ministra ser muçulmana, crente, embora muito secularizada, e ser membro da CDU desde 2004, cujo presidente regional do Partido é o democrata-cristão Christian Wulff, que a escolheu numa remodelação que resolveu fazer no governo daquela região.
A sua nomeação seria impensável há algum tempo atrás num Partido profundamente marcado pelos valores cristãos, e numa Alemanha que há uma dezena de anos ainda considerava que não era um país de imigração. Mas com Angela Merkel, e com inúmeros debates sobre integração, as coisas mudaram.
Quem não ficou satisfeita com a escolha foi a ala mais conservadora e católica da CDU, aqueles que se sentiram maltratados pela Chanceler Merkel que, discretamente, modernizou o seu Partido sobre os temas de sociedade, sendo o seu próprio modo de vida um sinal de como essa mudança se iniciou, pois Angela Merkel é uma mulher activa, protestante, sem filhos e em união de facto há muito tempo, e com origem no leste da Alemanha, factor que, em princípio, não lhe seria muito favorável para a carreira política e as funções que exerce.
Foto por AFP/ Nigel Treblin
Fonte: RFI
domingo, 25 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Os livros excedentes vão deixar de ser destruídos
Ouvi, na Antena1, a Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, dizendo que os livros excedentes vão deixar de ser destruídos pelas editoras, como o fizeram recentemente alegando que não tinham espaço nos seus armazéns para os livros não vendidos, atitude que provocou na altura uma espécie de consternação geral por esse acto quase criminoso, dado o elevado nível de iliteracia no País, conjugado com o fraco poder de compra de muitas pessoas e o elevado preço dos livros, e que as editoras não doavam às bibliotecas municipais e escolares, hospitais, centros de dia, enfim, a todo um conjunto de instituições sem fins lucrativos, porque a doação desses livros não está isenta dos 5% de IVA.
Segundo a Ministra, que não teve coragem de dizer quantos livros foram destruídos até agora por se sentir envergonhada com a sua dimensão, na próxima semana será elaborado um diploma que isenta do pagamento de IVA a doação dos livros excedentes.
Eu desejo todo o sucesso a Gabriela Canavilhas para conseguir conciliar todos os interesses em causa, pois já ouvi o Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) a dizer que tinham que ser salvaguardadas também as percentagens que respeitam aos direitos de autor. Ora, se os livros destruídos não pagam IVA nem direitos de autor, os livros doados vão ficar isentos de IVA mas ficarão sujeitos ao pagamento dos direitos de autor como se tivessem sido vendidos nas livrarias? Não sei como a Ministra vai conseguir resolver esta questão, mas ficou ainda mais claro por que é que a destruição de livros se mostrou o caminho mais fácil quando as partes interessadas não se conseguem entender. E depois mostram-se chocadíssimos!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A Economia crescerá com pensamento positivo ?
O Fundo Monetário Internacional (FMI) baixou hoje de 0,5% para 0,3% a perspectiva de crescimento da economia portuguesa em 2010 e previu um aumento no desemprego para 11%.
O Governo mantém a previsão de crescimento nos 0,7% e o Banco de Portugal aponta para os 0,4%.
Algumas Agências de Rating continuam a baixar a classificação atribuída à República Portuguesa, o que implica a subida nas taxas de juro dos empréstimos contraídos no exterior.
Ontem em Setúbal, o Presidente da República disse aos jornalistas, na sequência do que uns economistas tolinhos do MIT tinham previsto para a economia portuguesa, que nem lhe passava pela cabeça que Portugal chegasse a uma situação de bancarrota, e que tudo seria feito para que tal não acontecesse.
Como não sei se o Presidente disse o que disse porque era o que lhe competia dizer dadas as funções que exerce ou se foi apenas por uma questão de fé ou de esperança, talvez eu tenha que fazer um esforço para esquecer o que penso e que escrevi sobre o PEC, a crise grega, o desemprego e outras coisas miúdas mas fundamentais, porque a última coisa que quero nestas matérias é ter razão. Eu, que nem sou economista! Por isso, se do que o País necessita para melhorar o seu desempenho no campo da economia é que os portugueses contribuam também com pensamento positivo, mesmo que a realidade se apresente negativa, comecei já a fazer exercícios de mentalização nesse sentido e, se for necessário, chegarei à meditação transcendental.
(na imagem: Nebulosa do Anel)
Etiquetas:
bancarrota,
Banco de Portugal,
Cavaco Silva,
défices excessivos,
economia; política,
FMI,
Governo,
MIT,
opiniões,
optimismo,
PEC,
sonho e realidade
terça-feira, 20 de abril de 2010
Conferência Mundial dos Povos contra as alterações climáticas - Bolívia
Depois do fracasso da Cimeira de Copenhaga e antes da que se vai realizar no final do ano no México, iniciou-se ontem, dia 19, e decorre por mais três dias a Conferência Mundial dos Povos contra as alterações climáticas, em Cochabamba, na Bolívia, com a participação de mais de 14.000 pessoas, entre as quais representantes de várias ONG de todo o mundo e dos povos indígenas da América Latina, que, deste modo, querem fazer ouvir a sua voz sobre esta questão e elaborar um documento que seja tido em conta na cimeiras futuras sobre o ambiente.
Fonte: RFI
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Divagações sob as cinzas do vulcão
Nos céus da Alemanha e de França já voam aviões, sem passageiros, para testarem os reais efeitos nos seus motores das cinzas vulcânicas expelidas pelo vulcão Eyjafjallajökull na Islândia. Um negócio de muitos milhões de euros por dia não pode ficar assim à mercê de qualquer vulcão que resolva dar sinal de vida, pensarão algumas cabecinhas. Como vulcões há muitos, e também na Europa, a pergunta que se deve fazer com pertinência nesta era da tecnologia e da nanotecnologia, é: o que é que a investigação científica na indústria aeronáutica tem feito para proteger os motores dos aviões, não só das cinzas vulcânicas mas, também, das areias arrastadas dos desertos por ventos fortes, já para não falar das aves que, tanto quanto sei, há muitos aeroportos que ainda utilizam aves de rapina para as "caçar". Isto seria suficiente para gracejar, se não colocasse em risco a vida das pessoas.
E se o vulcão Katla, vizinho do outro, que, segundo os islandeses, 3 em 4 vezes tem entrado também em actividade após o Eyjafjallajökull, e que é ainda mais nefasto, podendo impedir a circulação aérea durante meses?
Se no campo militar há já aviões "imperceptíveis" para os radares e toda uma panóplia de aplicações para os mais diversos objectivos, na aviação civil ainda nem se conseguiu a protecção face a uma ave ou a qualquer bicharoco atrevido, pois tem-se investido no tamanho cada vez maior dos aviões para transportarem mais pessoas, com maior rentabilidade portanto, e não nesses elementos de segurança para enfrentarem situações como a presente. E tenho quase a certeza que o investimento na segurança seria muito inferior aos prejuízos agora sofridos.
Vendo a situação por outro prisma, creio que ela contribui para a necessidade de se acelerar o investimento nos meios ferroviários e, em Portugal, no projecto do comboio de alta velocidade, bem como na melhoria das linhas e comboios já existentes. E aqui não se pode dizer que há conluio e interesses com A, B ou C, porque um vulcão não se deixa comprar nem vender, é incorruptível, e faz o que tem a fazer por natureza.
Etiquetas:
aviões,
cinzas vulcânicas,
comboios,
economia; política,
investigação científica,
nanotecnologia,
tecnologia,
tráfego aéreo,
vulcões
terça-feira, 13 de abril de 2010
Aristóteles - Da dignidade e do respeito por si mesmo nas relações sociais
«A seriedade e o respeito por si mesmo ocupam o meio-termo entre a arrogância, que apenas parece satisfeita consigo mesma, e a complacência, que indiferentemente se aproxima de toda a gente. A seriedade aplica-se às relações sociais. O arrogante evita o mais possível o contacto com as pessoas e desdenha falar com os demais. O próprio nome que se lhe dá em grego parece que vem da sua maneira de ser. O arrogante é, de certo modo, autoades (1), quer dizer, contente consigo mesmo, e chama-se-lhe assim porque gosta muito de si mesmo. O complacente é o que se acomoda a todo o género de pessoas, em todo o tipo de relações e em todas as circunstâncias. Nenhum destes caracteres é digno de elogio. Mas o homem que se apresenta digno e sério é merecedor de estima, porque ocupa o meio-termo entre estes dois extremos; não se aproxima de toda a gente e apenas procura os que são dignos do seu convívio. Nem foge de toda a gente, mas sim apenas daqueles que bem merecem que se fuja de encetar relações com eles.»
(1) Voz grega composta por duas palavras que significam: «o que se compraz consigo mesmo»
de La Gran Moral, Capítulo XXVI
(tradução minha)
domingo, 11 de abril de 2010
Este Congresso foi do PSD ?
Acompanhei em directo, via rádio, os discursos de abertura e de encerramento de Pedro Passos Coelho, novo Presidente do Partido Social Democrata (PSD), no Congresso deste Partido que se realizou neste fim-de-semana, e dei comigo a concordar, quase na totalidade, com as ideias que apresentou para o País.
Também gostei do modo como o seu pensamento foi veiculado, com um tom de voz sereno, claro e bem articulado, e mesmo quando era necessário subir esse tom, nunca chegou àquelas tonalidades "histéricas" a que outros intervenientes políticos, de todos os quadrantes, nos habituaram, designadamente no Parlamento.
Será que uma só pessoa consegue transformar um Partido? E por arrastamento, o País?
Como a sua atitude me deixou numa espécie de encantamento, será de elementar bom senso aprofundar e reflectir sobre as implicações das ideias que ouvi, serenamente.
sábado, 10 de abril de 2010
Lech Kaczynski, Presidente da Polónia (homenagem)
Neste dia trágico, não só para o Presidente da Polónia, Lech Kaczynski, e a sua esposa, mas também para vários elementos do Governo e chefes militares, Governo de que o seu irmão gémeo, Jaroslaw Kaczynski, foi Primeiro-Ministro até há algum tempo atrás, estando agora na oposição, bem como para o Governador do Banco Central da Polónia, que pereceram num acidente de aviação já bem perto da localidade russa onde iriam prestar homenagem aos milhares de polacos mortos pelos soviéticos na segunda guerra mundial, o que só agora lhes tinha sido facultado pelo Presidente da Rússia, e a que corresponderia um desanuviar das relações entre os dois países, eu quero prestar-lhe homenagem através de uma situação completamente distinta.
É mais fácil recordarmo-nos das questões caricatas entre os dois irmãos gémeos, Lech e Jaroslaw, principalmente se tinham implicações na política externa, designadamente na União Europeia, e quem não se lembrará do desacordo entre ambos quanto à assinatura do Tratado de Lisboa. De facto, essa atitude de bater o pé, de protelar a assinatura enquanto não fossem esclarecidos alguns pormenores do tratado, por mais enervante que nos tenham parecido na altura, levaram a que, também em Portugal, o debate sobre o conteúdo do Tratado de Lisboa tivesse prosseguido durante mais tempo e com mais detalhe, com benefício para o esclarecimento público. Por isso aqui fica, sem ressentimentos, a minha homenagem, e a demonstração do meu pesar aos familiares, amigos e a todo o povo polaco.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Colóquio: Transição para uma Economia e Cultura Pós-Carbono
.

O Colóquio: Transição para uma Economia e Cultura Pós-Carbono realiza-se no próximo Sábado, 10 de Abril, entre as 9.30 e as 19.00 horas, no Auditório do Crédito Agrícola de Pombal. O programa e as inscrições estão disponíveis AQUI.
Manuela Araújo do blogue Sustentabilidade É Acção, fará também uma intervenção neste Colóquio.
Quem puder, não deixe de ouvir hoje, dia 5, entre as 15.00 e as 16.00 horas, o programa Mais cedo ou mais tarde, da TSF, cujo tema é a "Simplicidade Voluntária" e em que João Paulo Meneses entrevistará João Leitão, não só sobre o tema mas, também, sobre o referido Colóquio, de que é o organizador.
Quem puder, não deixe de ouvir hoje, dia 5, entre as 15.00 e as 16.00 horas, o programa Mais cedo ou mais tarde, da TSF, cujo tema é a "Simplicidade Voluntária" e em que João Paulo Meneses entrevistará João Leitão, não só sobre o tema mas, também, sobre o referido Colóquio, de que é o organizador.

Etiquetas:
Ambiente sustentável,
Colóquio,
Divulgação,
João Leitão,
Manuela Araújo,
Pombal,
Simplicidade Voluntária,
Transição para uma Economia e Cultura Pós-Carbono,
TSF
sexta-feira, 2 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Uma excelente notícia sobre turismo no Alentejo
.Está a decorrer em Beja (hoje e amanhã), no Teatro Municipal Pax Julia, o 1.º Congresso de Turismo do Alentejo, e pelo que ouvi hoje do Presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, que também preside a este Congresso, o Alentejo teve, em 2009, o melhor ano turístico de sempre, e foi a segunda região do país que mais cresceu, 4,6%.
Quando o aeroporto de Beja estiver em pleno funcionamento, é muito possível que o Alentejo saia de vez da sua modorra, porque já é hoje um destino turístico de qualidade e muito diferente das regiões que só oferecem sol e praia.
Informações complementares sobre o Congresso estão no portal alentejano.
Informações complementares sobre o Congresso estão no portal alentejano.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Hoje, será um dia como os outros ?
.Creio que todos saberão que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) não carece de aprovação do Parlamento português, tem sim que ser aceite pela Comissão Europeia, e o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, já elogiou o documento. Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) também considerou o PEC, se aplicado com rigor, suficiente para atingir o objectivo de redução do défice.
Então por quê todo este alarido sobre se o PSD vota contra ou se se abstém? É que o Governo apresenta também um Projecto de Resolução de apoio ao PEC com o objectivo de obter dos partidos da oposição um apoio alargado para a execução das medidas enunciadas no PEC, até 2013, ou seja, uma espécie de compromisso para que a concretização dessas medidas não encontrem entraves pontuais quando, essas sim, necessitarem de apoio parlamentar.
Assim, se a oposição votar hoje contra este documento, nada acontece de imediato em termos governativos, mas terá sim implicações nos mercados internacionais e nos critérios de avaliação das Agências de Rating. E do mesmo modo que ontem a Fitch diminui a classificação da República Portuguesa, o que resultou num aumento nas taxas de juro que o Estado tem de pagar, poderá esta mesma agência, ou outras, alterarem as suas avaliações nos próximos dias ao verem que esse compromisso com os outros Partidos não foi possível de alcançar e interpretarem a situação como um sinal de instabilidade política.
De uma coisa não nos podemos esquecer, é que de modo algum a nossa economia crescerá por si mesma (importamos quase 80% do que consumimos), e assim sendo, a nossa atenção tem que se orientar para a Alemanha, a França e a Espanha, porque dependemos, isso sim, do sucesso que essas economias conseguirem alcançar, pois são estes os países para onde habitualmente mais exportamos e, por isso, o sucesso deles será em parte a nossa tábua de salvação. Mas, como também sabemos, isso não é algo de garantido, pelo que já seria tempo de começarmos a produzir mais, não só do que necessitamos para consumo interno para não continuarmos tão dependentes do exterior, diminuindo assim a factura das importações, como no crescimento e na diversificação da nossa indústria e comércio, porque a prestação de serviços não é solução e é ainda mais facilmente deslocalizável.
Não creio que este PEC seja o que o país necessita. Preferia que contivesse cortes sérios nas despesas de funcionamento do Estado, entre outras, e que não se incomodassem os contribuintes com salários ou reformas inferiores a mil euros. Mas também sei que o país só tem a perder com uma crise política, e é o país que me interessa, por isso é este PEC que temos, será este que temos que cumprir até 2013, a não ser que a Comissão Europeia faça connosco o que fez com a Grécia que teve que elaborar três documentos até ser aceite.
Assim, hoje será um dia como os outros, a não ser que o Primeiro-Ministro, na eventual falta de apoio de outros Partidos, apresente a sua demissão e o Presidente da República a aceite.
terça-feira, 23 de março de 2010
Essa foi forte !
No debate que se está a realizar no Parlamento Europeu sobre a adequação do perfil de Vítor Constâncio para o cargo de Vice-Presidente do Banco Central Europeu (BCE), uma eurodeputada do Luxemburgo disse que nomear Vítor Constâncio para o cargo é o mesmo que dar dinamite a um pirómano e que os seus compatriotas deviam ficar muito satisfeitos se ele saísse do Banco de Portugal.Para quem ainda acha que o que se passa por cá não tem qualquer repercussão externa, aqui fica uma pequena amostra.
domingo, 21 de março de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)














