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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs (1955 - 2011)

De Steve Jobs, como em relação a muitas outras pessoas que deixaram a sua marca impressiva no nosso mundo e nas nossas vidas, interessa-me particularmente a pessoa que foi, o seu exemplo, os obstáculos que encontrou, alguns ainda antes de nascer, e o modo como os enfrentou e ultrapassou, mais do que o legado que nos deixa, fruto da sua inteligência e do seu trabalho, embora esteja ciente de que sem o resultado do seu trabalho ninguém conheceria Steve Jobs, nem a história da sua vida, e muito menos lhe daria importância. E é precisamente porque, muitas vezes, histórias de vida semelhantes às dele, nos mostram pessoas sem presente nem futuro, sem qualquer interesse ou vontade de lutar seja pelo que for, porque completamente esmagadas e traumatizadas pelo seu passado, que a sua história, o seu percurso, podem ser considerados exemplares.

Para quem puder dispor de 14 minutos, deixo um vídeo em que Steve Jobs conta três histórias da sua vida a estudantes da Universidade de Stanford, EUA, em 2005.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Testamento vital/Testemunho vital

Quando tento elaborar o meu testamento vital, vêm-me à memória dois ou três casos de que tive conhecimento em que pessoas morreram sozinhas em casa e ninguém deu por isso senão quando o cheiro da decomposição dos seus corpos se fez notar. Ninguém lhes sentiu a falta, ninguém deu pela sua ausência. Num caso, foi a falta de pagamento da renda do apartamento que levou a senhoria a questionar-se sobre o que teria acontecido àquele senhor, tão pontual no cumprimento dessa sua obrigação, a averiguar o que se passava. O corpo encontrado sem vida no apartamento pode ser, assim, sepultado, mais de um mês depois de a morte, por causas naturais (paragem cardíaca), ter ocorrido. Se tinham família? Não sei. Nem sempre os familiares são as pessoas mais próximas de muitos de nós. Se essas pessoas teriam feito os seus testamentos vitais? Não sei. Na total solidão em que morreram, não passariam de papéis inúteis. E perante esta situação, questiono-me sobre a importância de passar a escrito qualquer desejo, incluindo o de que as máquinas sejam desligadas se a minha existência se tornar apenas biológica e já não biográfica, se já não for um ser humano autoconsciente, racional e autónomo. Hoje estou e sou. Amanhã, acordarei?