segunda-feira, 21 de março de 2011

Mia Couto e a atribuição falsa da autoria de textos

Já recebi vários textos e poemas de supostos autores mas, ou porque não lhes encontrei interesse ou porque verifiquei que não eram da sua autoria, foram para o lixo. Aliás, um texto que publiquei no outro blogue, e dado os autores serem conhecidos pelo mesmo nome, só que um é brasileiro e outro angolano, já causou confusão suficiente por falta de conhecimento das respectivas obras, e, apesar de ter decorrido mais de um ano, continua a ser muito procurado, e só não deixo aqui a ligação porque não me parece adequado, uma vez que não quero dispersar a atenção que hoje é dedicada a Mia Couto.
Sobre o texto que anda a circular na Internet como sendo da autoria de Mia Couto, transcrevo o alerta de José Eduardo Agualusa, que publicitei no Facebook, e que dou agora a conhecer aqui: «Anda a circular um texto atribuído a Mia Couto sobre a Geração à Rasca. À rasca está o Mia porque o texto não é dele. Textos apócrifos na Internet são o terror dos escritores nos dias que correm.» 
Também não transcrevo aqui esse texto, por respeito a Mia Couto, e para não pactuar com o anónimo que o escreveu e usurpou o seu nome, deixando-o sujeito às mais diversas críticas e a alguns impropérios.
Se não conseguirmos identificar a autoria dos textos com rigor e segurança e, na dúvida, não devemos publicar.

4 comentários:

Eduardo Miguel Pereira disse...

Muito bem, Maria Josefa !
É de facto um verdadeiro flagelo para os escritores que essas barbaridades circulem pela Net fora inquinando espiritos mais incautos.

E no que diz respeito ao Mia Couto, que apenas comecei a ler o ano passado, devo dizer que me "apaixonei" pela beleza, sensibilidade e pureza da sua escrita.
"Um Rio chamado Tempo, uma Casa chamada Terra" tornou-se um dos livros que me marcaram de forma muito particular.

Mar Arável disse...

Boa malha

analima disse...

Olá, Josefa. Boa chamada de atenção. Fez-me lembrar aquele famoso texto que circulou muito por aí intitulado "Precisa-se de matéria-prima para construir um País" e que uns atribuíam a Eduardo Prado Coelho e outros a João Ubaldo Ribeiro quando afinal parece que não é de um nem de outro. Neste assunto o cuidado nunca é de mais.
Um bom fim-de-semana!

Maria Josefa Paias disse...

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Olá Eduardo, "Mar Arável" e Ana,

Desde aquele texto que publiquei, e a que aludo, fiquei mais atenta a estes casos, mas desconhecia esse do Eduardo Prado Coelho que a Ana refere. Está visto que não mo enviaram por mail. Não consigo imaginar o que se passa nas cabecinhas de quem faz isso...

Obrigada e bom fim-de-semana para todos!