quarta-feira, 6 de outubro de 2010

António José Seguro, felizmente, não perdeu a lucidez

Acabei de ouvir na Antena 1 o deputado socialista António José Seguro, em declarações que já tinha feito ontem à noite à Agência Lusa, e em que considera «inaceitável» que, em tempo de crise, os sacrifícios não sejam feitos pelos que mais têm.
«Acho inaceitável que quando se pedem sacrifícios aos portugueses não sejam todos os portugueses, em particular aqueles que mais têm, a dar esse exemplo e a fazerem esses sacrifícios».
Para o deputado do PS, que é também presidente da comissão de assuntos económicos na Assembleia da República, os portugueses «estão fartos de fazerem sacrifícios sem verem resultados e é preciso que os sacrifícios estejam ligados aos resultados».
O combate à crise é, na sua opinião, uma tarefa geral «mas, em primeiro lugar, de todos aqueles que têm responsabilidades na direcção do país, das regiões e das autarquias»
É muito bom saber que António José Seguro pensa pela sua própria cabeça, não pertencendo àquele grupo de pessoas que caracterizo de "rebanho", que, por não terem pensamento próprio nem capacidade de análise crítica, se limitam a seguir a corrente.
(sublinhados meus)
Áudio e texto  AQUI

7 comentários:

Manuela Araújo disse...

Mais uma vez, saúdo António José Seguro, pelas razões que acaba de expor, e que o tornam um dos raros políticos coerentes neste país.
Abraço

Guakjas disse...

São raros os senhores com assento parlamentar que dizem coisas como estas...Normalmente arranjam sempre desculpas e mais desculpas para não falar do essencial... Vai-se lá saber porquê...

Cumprimentos cara Maria

Maria Josefa Paias disse...

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Vamos lá ver, Manuela, até onde ele conseguirá levar a coerência ou se não o veremos ser trucidado pela máquina partidária se não se calar.

Abraço :))

Maria Josefa Paias disse...

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João (Guakjas)

Creio que a razão pela qual a maioria dos deputados não se atreve a dizer o que realmente pensa sobre as diversas políticas dos respectivos Partidos terá a ver com a permanência ou não nos Partidos, que os pressionam para falarem a uma só voz, embora todos os Partidos afirmem que há democracia no seu interior e que cada um tem direito a manifestar a sua opinião. Claro, digo eu, desde que essa opinião não seja manifestada publicamente, como o tem feito António José Seguro. Por isso não me admiro nada que lhe venham a fazer a vida negra se não deixar de manifestar o seu pensamento para o exterior do Partido ou obrigá-lo a sair do mesmo se não se calar.

Os deputados que permanecem calados e dizem que sim a tudo o que os respectivos Partidos decidem, optam pela via mais fácil e cómoda e sem porem em risco o seu futuro político imediato. O que não quer dizer que a longo prazo o não venham a ter em risco porque nem todos nós somos distraídos ou com a memória curta.

Cumprimentos :))

Guakjas disse...

Olhe que concordo consigo...
Continuamos em jogos políticos e parlamentares que só servem para atrasar...

Maria, se puder, dê uma vista de olhos num texto que escrevi sobre os 100 anos da República: http://bit.ly/cuJHyC

Obrigado e cumprimentos

Maria Josefa Paias disse...

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Obrigada João (Guakjas),

Já fui ler o seu texto e deixei comentário :))

Cumprimentos.

Guakjas disse...

Já vi. Muito obrigado.
Passe mais vezes por lá e leia as minhas crónicas :)

Cumprimentos

PS: Para seguir, se quiser, o Thoughts and Letters, basta ir ao seu painel da blogger, à Lista de Leitura e adicionar o link do Thoughts and Letters aos blogues que está a seguir. Aquilo tem um design diferente dos outros e aquilo ainda não está 100% construído...